Fui estuprada e usei minha dor para ajudar outras mulheres

Brutalmente atacada em sua viagem de férias, ela levou meses para superar o trauma e usar sua história para ajudar outras pessoas

Redação Sou Mais Eu

Quando Niyc foi pegar o táxi no dia seguinte, Victor entrou no carro de repente. | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
Quando Niyc foi pegar o táxi no dia seguinte, Victor entrou no carro de repente. | Crédito: Arquivo Pessoal

Niyc Pidgeon, de 29 anos, estava a dois meses da formatura no mestrado em psicologia positiva. Para aproveitar os últimos dias de férias, a inglesa decidiu viajar para a praia com um grupo de amigas. O que era para ser uma viagem leve e divertida mudou a vida de Niyc para sempre.
Foi em um animado clube da praia que a garota conheceu Victor. 39 anos, alto, corpo atlético e cabelo castanho. Simpático, ele estava acompanhado do amigo Alexander. Niyc não percebeu nada de anormal no comportamento dele – só na hora que ela mencionou que iria de ônibus para o aeroporto pegar o voo de volta para casa antes das amigas que Victor ficou esquisito. Insistente, ele pediu que ela pegasse um táxi, alternativa que seria mais segura. “Por que não?”, pensou Niyc, já um pouco assustada com a possibilidade de pegar o ônibus sozinha.

O trauma     

Quando Niyc foi pegar o táxi no dia seguinte, Victor entrou no carro de repente. Sem entender nada, ela seguiu viagem ao seu destino, mas começou a desconfiar da situação quando percebeu que ele conhecia o taxista. Victor se virou de repente e prendeu a jovem pelos braços, estuprando a garota, que gritava por socorro. O motorista manteve o olhar fixo para fora do carro, fingindo que nada estava acontecendo. Ao chegar no aeroporto, o homem desceu do carro como se nada tivesse acontecido, tirou as malas de Niyc do táxi e foi embora. Arrasada, ela correu para pegar o voo e só pensava em chegar em casa.
Terminei o mestrado cinco meses depois de voltar da Espanha e abri meu próprio negócio: uma companhia de coaching motivacional que ganhou muitos prêmios. Mas alguma coisa não estava certa. Nyic começou a ter crises de pânico e flashbacks do estupro, contou tudo que aconteceu aos pais e entrou na terapia.

Volta por cima

Fazer terapia foi um processo doloroso e abriu feridas. Porém, a recuperação que resultou das sessões colocou Nyic em pé novamente. Hoje, a empresa dela é um serviço online global e ela lançou um livro contando toda a sua experiência com o tema. A verba obtida com a venda dos exemplares  é revertida para a ONU Mulheres do Reino Unido, fundação em que Nyic atua como embaixadora da campanha para acabar com a violência de gênero. 

25/07/2017 - 17:24

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