As gêmeas siamesas que se recusam serem separadas

Carmen e Lupita compartilham sistemas digestivo, circulatório e reprodutivo

Reportagem: Gregory Prudenciano

As gêmeas Carmen e Lupita lutam para sobrevivem desde que nasceram | <i>Crédito: Redação Sou Mais Eu
As gêmeas Carmen e Lupita lutam para sobrevivem desde que nasceram | Crédito: Redação Sou Mais Eu
Três dias. Esse era o prazo de sobrevivência dado a Norma quando, há 16 anos, deu à luz suas filhas Carmen e Lupita. O motivo da má notícia era óbvio: as meninas tinham nascido, literalmente, grudadas uma na outra. São gêmeas siamesas. A grande maioria dos nascidos nesta condição morre poucos dias após o parto. Só que, felizmente, os médicos se enganaram e hoje Carmen e Lupita vivem felizes, atadas uma a outra pelo peito até a altura da virilha. 
Cada uma das meninas tem um conjunto de braços, pulmões e um estômago separados. Elas compartilham costelas, o sistema circulatório, um fígado, e os sistemas digestivo e reprodutivo. Apesar de terem vencido as estatísticas e os prognósticos pessimistas até aqui, Carmen e Lupita estão agora enfrentando outro grande desafio: a urgência por uma arriscada cirurgia de separação das duas. Conforme elas crescem, os órgãos internos se comprimem e o funcionamento deles fica comprometido. A equipe médica que cuida delas em Connecticut, nos Estados Unidos, onde moram, quer fazer a cirurgia o quanto antes mas esbarram numa questão importante que é a vontade das meninas. Elas se recusam a serem separadas. 
“Haveria anos de fisioterapia, além da situação psicológica à qual estamos acostumadas porque ficamos tão próximas. Não achamos que teria sentido. Os riscos são maiores que os benefícios, então preferimos ficar assim”, disseram as gêmeas ao jornal britânico Daily Mail. Vamos torcer para tudo dar certo para essas lindas!
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14/05/2017 - 09:00

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