Que au-mor! "Meu cão virou o irmão do meu bebezinho"

O Ringo descobriu que a Danúbia estava grávida antes de todos e hoje o cachorro cuida e brinca com o Theo com o maior carinho, como se fosse seu mano mais velho. É uma família perfeita!

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DANÚBIA KRAUSE DE MATOS | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
DANÚBIA KRAUSE DE MATOS | Crédito: Arquivo Pessoal
Eu tinha acabado de voltar de viagem e, assim que cheguei em casa, meu cachorro Ringo já veio correndo ao meu encontro. Me cheirava, me lambia, não saía de cima de mim. Estranhei porque, antes da viagem, ele dedicava todo esse carinho ao meu marido. Durante pelo menos duas semanas, nosso golden retriever continuou agindo dessa maneira. Toda vez que eu deitava na cama, ele chegava perto e apoiava a cabeça na minha barriga. Virou um grude comigo! No final do mês, do nada, comecei a sentir enjoos. Mesmo sem estar pensando em engravidar, fiz um teste de farmácia para confirmar. O resultado comprovou o que o Ringo já sabia: eu estava grávida. E meu cachorro tinha percebido isso antes de todo mundo! 

Queriam que eu me afastasse do Ringo pra ter o bebê: é ruim, hein?

Ganhei o Ringo com 30 dias de idade, em maio de 2013. Sempre gostei de cachorros, mas nunca tive um que aprontasse tanto quanto ele. Era só ficar uns minutos sozinho e aquele filhotinho já fazia um estrago na casa, destruindo tudo que via pela frente: mordia, roía e, às vezes, até machucava as visitas! Cheguei a levá-lo a um adestrador, mas não adiantou. 

O Ringo era desobediente e muito agitado, mas eu adorava. Tratava como um filho mesmo. Ele dormia na cama comigo e, mesmo aprontando tanto, era mimado e só tinha do bom e do melhor. Mas aí, quando descobri que estava grávida, em janeiro do ano passado, muitas pessoas disseram que eu ia ter que me desapegar e me afastar do meu cãozinho arteiro. Achavam que eu não teria tempo pra me dedicar ao Ringo com um bebê pra cuidar. Mas é lógico que eu não ia abrir mão do meu pet!

Quando contei da nossa proximidade para a primeira obstetra que consultei, ouvi que maternidade e cachorros não combinam. Não acreditei! Consultei outros especialistas até que, no quarto mês de gestação, achei a obstetra que me acompanhou durante toda a gravidez. Ela foi a única que aceitou e até incentivou o contato com meu cão, dizendo que me afastar dele durante a gravidez só me traria tristeza. 

A partir do momento em que fiquei sabendo que esperava um filho, o Ringo parou de tentar me avisar e deixou todo o carinho excessivo de lado. Teve até uns ataques de ciúme: uma vez, rasgou TODOS os meus exames da gravidez! Mas, assim que o Theo nasceu, meu cachorro mudou completamente. Parecia que o Ringo tinha entendido que não era mais o filho único e mimado e sim o irmão mais velho do meu bebê. No primeiro encontro dos dois, logo no primeiro dia que voltei da maternidade, meu cãozinho só queria saber de cheirar meu bebê. Ele se comportou e não ficou pulando sem parar ou partindo pra cima do Theo. Parecia que sabia que devia tomar cuidado perto do irmãozinho... 

Fico muito feliz por ver essa relação tão fraternal entre eles!

Hoje o Theo já tem 8 meses de idade e passa o dia na companhia do Ringo. Os dois brincam juntos no sofá, deitam lado a lado no chão e estão sempre perto um do outro. O Ringo também me faz companhia quando levanto de madrugada pra amamentar. O Theo abre um sorrisão assim que vê seu companheiro! 

Todos os dias, quando meu bebê acorda, o Ringo pula pra junto dele na cama. Uma vez, nessa empolgação toda, chegou a dar uma patada que machucou o rosto do seu maninho. Pronto. Bastou isso pra ele ficar o dia todo cabisbaixo. É incrível a preocupação dele! Quando o Theo chora, o Ringo fica ali, do lado dele, quietinho, como se não quisesse incomodar mais ainda o bebê. Quando saio de perto do meu filho por um segundo, o Ringo corre pra perto dele e fica ali, de olho no caçula, enquanto não volto. 

Muitos amigos e familiares perguntam como posso deixar meu bebê recém-nascido convivendo com um cachorrão como o Ringo, mas nem me abalo. Fico é muito feliz por ver essa relação tão fraternal entre eles! - DANÚBIA KRAUSE DE MATOS, 33 anos, jornalista, Campo Grande, MS

Conviver com cães é bom para crianças

A proximidade entre crianças e cães pode ser muito benéfica para os pequenos. “Uma criança que convive com um cachorro aprende a criar empatia pelo bichinho, desenvolvendo o senso de cuidado e afeto”, defende a psicóloga infantil Isabel Garcia. O pediatra Jorge Huberman completa: “Vários estudos sugerem que a convivência com animais durante a infância pode evitar que as crianças desenvolvam alergias e problemas respiratórios”. Mas os pais devem ficar de olho o tempo inteiro. “Se o cachorro tiver ciúmes da criança, pode pular em cima dela, roubar alimentos ou assustá-la pra chamar atenção. É preciso lembrar de dar carinho ao pet sempre”, reforça Ricardo Tamborini, especialista em comportamento canino. Segundo ele, os cães conseguem notar certas coisas antes de nós. “As mulheres, já na primeira semana de gravidez, têm grandes alterações hormonais. Os cachorros identificam essas diferenças imediatamente”, diz.

08/06/2015 - 09:30

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