"Minha cachorra 'revela' os moradores de rua"

As histórias que eles contam enquanto brincam com a Pagu (cachorra) arrasam no Instagram

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"Minha cachorra “revela” os moradores de rua" | Crédito: Arquivo Pessoal
Quando uma prima me deu a Pagu, há cinco anos, não imaginava o quanto a danada mudaria minha forma de ver o mundo. Incrível como nossa convivência – eu morava sozinho – me deixou mais atento aos outros,  mais solidário às necessidades de quem está à minha volta. E isso aconteceu de um jeito tão espontâneo e ao mesmo tempo mágico que parece até coisa de filme. É que a Pagu me “apresenta” aos moradores de ruas... 

Conheci um padre que é sem-teto por opção 

Apaixonado que sou por São Paulo, sempre tive o hábito de andar pela cidade admirando cada detalhe dela. Quando a Pagu virou minha companheira de caminhada, passei a aproveitar nossos passeios diários para tirar fotos dela em lugares históricos ou monumentos. Babão, compartilhava tudo no Instagram e no Facebook! 

As fotos fizeram tanto sucesso que há dois anos criei um perfil só dela no Insta (@paguoficial). Aí, em fevereiro deste ano, tive uma ideia: registrar o encantamento que Pagu sempre causa nos moradores de rua. 

Incrível como eles pedem para brincar com ela, passar a mão nos seus pelos macios! Resolvi registrar essa comovente interação. Resultado: agora só posto fotos da Pagu ao lado de um morador de rua, tudo em preto e branco.

Confesso que eles ficam meio assustados quando peço para clicá-los. Afinal, não estão acostumados a esse tipo de atenção.

Gustavo com a Pagu

Mas aí pergunto sobre a vida deles, o papo flui e eu fico ali, emocionado com os relatos incríveis. Como o de um padre franciscano que vive na rua por vontade própria!

No Instagram, além de postar as fotos, conto brevemente a história da pessoa, com direito a uma lista de preferências pessoais, tipo filme e cantor favorito. 

A iniciativa tem surtido resultados positivos. As fotos não ganham tantos likes, mas as histórias geram muitos comentários e fazem as pessoas encararem os sem-teto com outros olhos. Mérito da Pagu. E se ela consegue fazer isso na sua “irracionalidade”, imagine o que nós, humanos, podemos conseguir! É só querer... - GUSTAVO OLIVEIRA, 34 anos, cineasta, São Paulo, SP

28/04/2015 - 09:00

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