Ativa e saudável: "Fazer esporte com meu cão me transformou!"

A prática do Agility tirou a Julia do sedentarismo e fortaleceu sua relação com o Audi

Sou Mais Eu Digital

JULIA AFONSO ÁVILA DE MENEZES | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
JULIA AFONSO ÁVILA DE MENEZES | Crédito: Arquivo Pessoal
Imagina uma pessoa completamente sedentária. Era eu. Sempre odiei frequentar academia e fazer qualquer tipo de esporte ou exercício. Correr, então, nem pensar! Aproveitava meu tempo livre bem longe de qualquer esforço, geralmente vendo TV. E foi assim, nesses momentos de ócio em frente à televisão, que vi um programa sobre Agility, uma atividade esportiva para adestrar cães em que o dono também precisa se exercitar. Como sempre curti cachorros e tinha quatro em casa, adorava assistir àqueles animaizinhos cumprindo uma sequência de obstáculos e competindo entre si pelas medalhas. Nem parecia tão ruim correr e se cansar, caso estivesse acompanhada de um cachorro... Será que era isso? Eu tinha encontrado um jeito de sair daquela vida estagnada! 

Estava 20 kg acima do peso e não tinha ânimo para nada! 

Desde meus 5 anos, cresci ao lado de pelo menos um cãozinho em casa. Meu amor por eles era tão grande que acabei virando veterinária. O problema é que eu dedicava muito tempo cuidando deles e acabava me deixando de lado. Graças à minha vida sedentária, eu estava cerca de 20 kg acima do peso e não tinha ânimo para nada. Além disso, comia demais e ficava cansada com qualquer pequena caminhada. Precisava encontrar uma maneira de transformar aquela situação. Foi assim até o final de 2011, quando o Agility apareceu.

Comecei a ver vídeos do esporte na internet e entrei em contato com uma moça de um deles. Assim, consegui o telefone do treinador dela. Eu estava decidida: ia praticar aquela atividade com minha cadelinha Bony, da raça australian pepple dog. Afinal, seria bom pra ela ganhar um pouco de condicionamento também. Falei com o treinador no mesmo dia e já agendei minha primeira aula para a semana seguinte. Menina, que dificuldade! Não imaginei que fosse me cansar tanto... Eu e a Bony penamos. Eu não conseguia correr e muito menos instruir minha cadela a seguir os passos direitinho. Ela tinha que correr, saltar e desviar de obstáculos, encarar subidas... E eu sempre ao lado dela! Só que a Bony se cansava rápido e não se movimentava corretamente. 

Depois de uns dois meses praticando, consegui entrar no ritmo, mas descobri no veterinário que minha pequena tinha um problema na coluna e que aqueles exercícios eram puxados demais pra coitada. Eu estava gostando tanto do Agility que resolvi comprar outro cachorro só pra poder continuar no esporte! 

O Audi gasta toda energia nos trenos e fica calminho em casa

Conversei com o treinador e ele sugeriu que eu adotasse um border collie. Foi assim que o Audi entrou na minha vida. Ele é maior e mais magro que a Bony, ideal para a prática do Agility. E aí foi ele que passou a me dar canseira, não conseguia de jeito nenhum acompanhar seu ritmo! No começo, foi bem complicado disciplinar o cachorrão, mas o Agility também foi responsável por melhorar nosso relacionamento. O Audi aprendeu a me respeitar, prestar atenção nas minhas ordens e seguir meu comando. 

Desde 2011, treinamos juntos duas vezes por semana. E assim a mudança dentro de mim foi acontecendo sem que eu sequer notasse. Hoje estou uns 10 kg mais magra e tenho disposição para o treino puxado ao lado do meu cachorro. Além disso, entrei na academia no ano passado para fortalecer minha musculatura e conseguir ter um desempenho ainda melhor no esporte. Virei uma mulher muito ativa. A Julia sedentária ficou no passado! 

O Agility também fez muita diferença para o Audi. Essa raça é muito agitada, mas em casa ele se tornou um cachorro tranquilo, porque gasta toda a energia nos treinos. Nossa dieta também é bem regrada para mantermos o peso. Passei a comer menos, a cada três horas, e a preferir alimentos saudáveis. O Audi precisa estar magro para cumprir os obstáculos e eu tenho que estar em forma pra conseguir acompanhar o ritmo dele. 

Formamos uma dupla tão boa que já ganhamos até medalhas! Participo de competições de Agility no país e pretendo disputar campeonatos na Europa, onde esse esporte é bem popular e tradicional. Quem diria que minha paixão por animais seria capaz de mudar totalmente meu estilo de vida? - JULIA AFONSO ÁVILA DE MENEZES, 25 anos, veterinária, Vinhedo, SP

Agility beneficia os animais e seus tutores

O esporte, inventado em 1978 na Inglaterra, consiste em fazer o cão percorrer um circuito de obstáculos no menor tempo possível e com o menor número de faltas. Segundo Fernando Leibel, presidente da Health for Pet e coordenador da Comissão Brasileira de Agility por dois anos, a atividade serve como um adestramento, aumentando a intimidade e a obediência entre o cachorro e o dono. 


Ambos têm que fazer esforço físico, o que traz benefícios para tutores e animais. Praticar o Agility pode diminuir o estresse do cão e torná-lo mais dócil, além de servir como um tempo de qualidade entre o dono e seu bichinho, estreitando a relação entre ambos. Cães de qualquer idade e raça podem participar, desde que a saúde permita. “É um esporte que exige bom condicionamento físico e ausência de problemas ortopédicos. É recomendável que, antes de iniciar o esporte, o tutor consulte um veterinário para ter certeza de que não há nenhum impedimento”, explica Fernando. O esporte exige que o tutor esteja sempre à frente do cachorro nos percursos que costumam ter, em média, 130 m Para mais informações, acesse: www.agilitybr.com.br


30/07/2015 - 09:00

Conecte-se

Revista Sou mais Eu