"Lucro R$ 2 mil com meus pães de mel"

Os docinhos são exclusivos e personalizados: o cliente escolhe o desenho que quiser pra servir na sua festa ou evento: é um sucesso!

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BEATRIZ BENATI | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
BEATRIZ BENATI | Crédito: Arquivo Pessoal
Sabe aquelas coisas que acontecem totalmente por acaso? Minha história com a culinária foi assim. Me formei em comunicação em 2010 porque sonhava em trabalhar como produtora de televisão, mas acabei não encontrando nenhum emprego decente depois da faculdade. Então, no ano seguinte decidi fazer graduação no curso de petróleo, que crescia na minha região. Como segunda opção, acabei colocando gastronomia, mas nem me passava pela cabeça seguir nessa área. Fiz o vestibular e fui aprovada, mas logo me ligaram da faculdade dizendo que o curso de petróleo tinha sido cancelado. “Você quer fazer sua segunda opção?” Foi meio sem pensar, mas ao dizer “sim” eu estava dando o primeiro passo da minha trajetória de sucesso como confeiteira! 

Só investi R$ 100 para começar meu negócio!

Quando era pequena, adorava acordar cedo e ajudar minha mãe, minha avó e minha bisavó na cozinha. Além disso, era vidrada em programas culinários e até me aventurava no fogão. Mas nunca imaginei trabalhar com isso um dia. Só que, para minha surpresa, acabei me encontrando na faculdade de gastronomia. Meus professores elogiavam minha disciplina e meu talento na cozinha e eu tinha cada vez mais certeza de que era aquilo que eu queria para a vida toda. 

Como o tempo de aula não era suficiente para explorar tudo que eu queria, comecei a preparar algumas receitas em casa para estar sempre cozinhando e me aperfeiçoando. Mas quem ia comer tudo que eu cozinhava? Decidi que ia vender minhas delícias. 

Pra começar, apostei em pães de mel, que são fáceis de fazer e um sucesso com qualquer idade. Gastei apenas R$ 100 para produzir a primeira fornada, mas meu negócio demorou a emplacar. Conseguia vender uma ou duas u n i d a d e s para colegas de faculdade e minha mãe levava alguns para suas alunas na academia. Usava todo dinheiro que entrava para comprar mais ingredientes e fazer novos pães de mel. O boca a boca foi aumentando, mas, em 2012, quando fui estagiar num restaurante, tive que deixar a produção de lado... 

Mudei pra um lugar maior para dar conta dos pedidos 

No estágio, eu era responsável pela área de confeitaria e foi ali que me apaixonei por fazer doces. No ano seguinte, quando me formei e parei de estagiar no restaurante, passei a me dedicar inteiramente à minha marca, a Gastronobia. Além dos pães de mel, ia vender bolos, bem-casados, docinhos... 

A página que eu já tinha no Facebook desde 2011 para a marca passou a receber atualizações constantes com fotos dos meus produtos. Também imprimi uns panfletos que deixava em academias, consultórios médicos, faculdades... Deu certo: minhas vendas decolaram! Pra você ter uma ideia, na Páscoa deste ano recebi mais de 300 pedidos de pão de mel! 

Não dava mais pra continuar preparando tudo em casa. Tive que montar uma cozinha de produção no apartamento do meu pai. Investi R$ 3 mil do que eu já havia lucrado com meus doces e comprei geladeira, freezer, fogão, forno elétrico, tudo novinho para potencializar meu negócio! 

Hoje chego a lucrar R$ 10 mil por mês vendendo meus doces. Os clientes podem fazer os pedidos por telefone, WhatsApp ou pelo Face. Eu mesma faço as entregas de carro por toda a cidade. Tenho duas ajudantes para não deixar a cozinha parada! 


O pão de mel ainda é o carro-chefe do meu negócio, garantindo R$ 2 mil do lucro total. Meu segredo, além de deixá-lo bem molhadinho e coberto com chocolate da melhor qualidade, é oferecer aos clientes a possibilidade de personalizá-los. Costumo receber várias encomendas para batizados, festas de aniversário, casamentos... Decoro cada pão de mel de acordo com o tema do evento, escrevendo frases com chocolate ou fazendo desenhos com pasta americana. Fica uma graça! 

Eles podem ser do tamanho míni, que sai por R$ 3, ou a versão tradicional, que custa R$ 4,50. Os recheios também ficam a gosto do freguês: doce de leite, brigadeiro, beijinho, maracujá... Hoje agradeço por não ter dado certo nas áreas de comunicação e petróleo. Meu destino era mesmo ganhar a vida fazendo doces! - BEATRIZ BENATI, 25 anos, confeiteira, Santos, SP

17/07/2015 - 09:30

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