Bom negócio: "Lucro R$ 2.300 por mês com as festas na caixa!"

Aline começou vendendo seus kits com doces, salgados e bebidas para sua família e amigos. Hoje recebe 40 encomendas mensais

Reportagem: Gabriela Bernardes

ALINE TREVIZANI COMIN | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
ALINE TREVIZANI COMIN | Crédito: Arquivo Pessoal
A bruxa estava solta na minha família. Em outubro do ano passado, fui demitida da empresa em que trabalhava e minha irmã também ficou desempregada porque seu negócio fechou. Com uma filha para criar e contas para pagar, me vi perdida e sem rumo. Conversei com a Mayara para acharmos uma saída para aquela situação. Como sempre organizei as festas da nossa família e minha irmã era do ramo de vendas, pensamos em criar um negócio que unisse nossos talentos. Foi assim que surgiu a Festa na Caixa! 

A gente mesmo faz o bolo, os docinhos e os salgadinhos! 

Descobri essa modalidade de produto pesquisando opções de negócios para fazer em casa sem muitos custos. A festa na caixa nada mais é do que uma forma original de presentear sem gastar demais. A pessoa que contrata recebe uma caixa contendo um kit com salgados, docinhos, bolo e refrigerante. Como muita gente não conhecia, achei que poderia render um bom dinheirinho. Então, eu e minha irmã decidimos investir no negócio. No começo, divulgamos apenas para minha família e amigos mais próximos. 

A primeira venda foi para uma prima. Ela pediu uma festa na caixa para um aniversário. Comprei os artigos descartáveis (copos, pratinhos, garfinhos, guardanapos), a caixa, refrigerante e ingredientes para fazer o bolo e os docinhos. Gastei R$ 50 em tudo. Como estava muito em cima da hora, não deu para fazer os salgadinhos. Acabei encomendando de outra pessoa. 

Decorei a caixa com papel de seda e fitas coloridas. Coloquei um bolo de 1 kg, cinco brigadeiros, cinco beijinhos, cinco coxinhas, cinco bolinhas de queijo, cinco rissoles de presunto e queijo (todos fritos no dia), dois refrigerantes de latinha, copos, garfos e pratos descartáveis e algumas bexigas. Vendi por R$ 70. Ela adorou! 

No primeiro mês, vendemos cinco caixas para amigos e familiares. Graças ao boca a boca, no segundo mês as encomendas duplicaram e nosso lucro foi de R$ 470. O negócio estava ficando sério. Então, criei a página no Facebook “Festa na Caixa” e também uma conta no Instagram, postando fotos dos trabalhos e os telefones para contatos. Foi desse jeito que começamos a ampliar nossa clientela!

Dois meses depois, em dezembro do ano passado, conseguimos vender 40 caixas em um mês e faturamos R$ 3 mil. Foi então que recebi a primeira encomenda de uma caixa personalizada: a cliente fazia aniversário de namoro e queria algo especial, com fotos e frases. “Opa, deixa comigo!”. Imprimi os retratos e decorei com as fotos, laços vermelhos, corações e frases feitas com papel EVA. Menina, foi um sucesso! Depois desse pedido, percebi que as caixas personalizadas poderiam turbinar nosso negócio. Passamos a oferecer essa opção e as vendas dispararam!

A caixa mais vendida serve duas pessoas e custa R$ 70 

Ofereço quatro estilos de festa na caixa: as simples, com bolo, salgados, doces e refrigerante; as personalizadas, que trazem itens diferentes escolhidos pelo cliente; as de aniversário, com velinhas e chapeuzinhos, e as infantis, com decoração temática. O tamanho varia de acordo com o que a pessoa pede, mas as mais vendidas são as simples, que servem duas pessoas e custam R$ 70 – gasto R$ 25 para fazê- -las. As que servem cinco pessoas custam R$ 190. Também tem festa na caixa para 20 pessoas por R$ 310.  

O cliente pode escolher se quer o brigadeiro e o beijinho enrolados ou no copinho e os tipos de salgadinho. Os sabores de bolo que oferecemos são prestígio, da época e creme banco com coco. Tem pessoas que pedem mais coisas, como guloseimas, pão de mel e balas. Aí entra na categoria das caixas personalizadas. 

Tudo é feito em um quartinho aqui de casa. Minha irmã produz os doces, salgados e o bolo. Eu organizo as coisas na caixa e recebo as encomendas. Meu marido me ajuda com as entregas. Com o dinheiro que eu e a Mayara faturamos, compramos um freezer, pia, fogão, mesa e armários, pois nossa cozinha ficou pequena demais para tantos pedidos.

Guardo uma parte do lucro para aumentar o negócio 

Além de guardar dinheiro para aumentar o espaço onde produzimos e guardamos as caixas, penso em começar a fazer lembrancinhas que podem ser colocadas nas caixas, como um item vendido à parte. Também pretendemos criar um site que faça vendas eletrônicas e que aceite cartão de crédito, para facilitar o fechamento dos pedidos. Estou muito confiante no futuro do nosso negócio! Ainda bem que fui demitida daquela empresa: há males que vêm para o bem! - ALINE TREVIZANI COMIN, 28 anos, assistente de RH, São Paulo, SP

Veja como fazer meu kit principal

A Aline ensina como montar sua caixa mais vendida. A decoração fica a seu critério!

Festa na Caixa simples
Rendimento: O kit serve duas pessoas
Preço: R$ 70 (simples) e R$ 115 (personalizada)











19/04/2016 - 11:24

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