Tchau, chapinha: "O aplique sintético me deu cachos incríveis!"

Rafaela abandonou a progressiva para usar o kanekalon. Custa menos de R$ 200 e não dá trabalho nenhum para manter!

Reportagem: Caroline Cabral

RAFAELA OLIVEIRA | <i>Crédito: Arquivo Pessoal/Divulgação
RAFAELA OLIVEIRA | Crédito: Arquivo Pessoal/Divulgação
Comecei a fazer escova progressiva quando tinha apenas 10 anos. Na época, achava meu cabelo duro e curto demais. Quando alisei pela primeira vez, adorei o resultado! O comprimento aumentou mais de um palmo. Se antes ele ficava acima da orelha, com a química, passou dos ombros. Mas eu ainda queria um cabelão mais liso. Por isso, precisava passar o secador depois do banho e finalizar com a chapinha. 

Mesmo assim, usei a química por seis anos seguidos. A cada três meses, refazia o processo para acalmar os cachos. Minha mãe queria que eu usasse o ondulado natural, mas apoiava minha escolha de alisar. Afinal, ela mesma faz chapinha desde jovem. Com o passar dos anos, escovar e passar a prancha virou um ritual muito cansativo. Fora a preocupação constante com o clima, né? Sair na chuva era uma desgraça: em um segundo, ele armava e a meleca estava feita. Estragava meu visual! Então, no começo deste ano, cansei dessa trabalheira toda pra alisar os fios e fui atrás de outras opções que coubessem no meu bolso de estudante. Bendita hora em que tomei essa decisão! 

Como minhas tias e primas sempre usaram o kanekalon, uma espécie de aplique feito de fibra sintética, achei que podia ser uma boa alternativa à progressiva. Só que, para poder usá-lo, eu teria de ficar sete meses sem fazer nenhum tipo de química no cabelo para não estragar os fios. Então, abandonei a progressiva e passei a usar só a prancha. 

Posso lavar normalmente e não preciso nem pentear! 

No final de novembro, finalmente pude colocar o kanekalon! Encontrei um punhado de mechas de um modelo com fios pretos cacheados por R$ 86 em uma loja que vende cabelos naturais e sintéticos. Comprei na hora e levei para minha cabeleireira aplicar. Ela cobrou R$ 90 pela mão de obra – passei quatro horas com ela. O processo é chatinho e demorado, pois cada mecha falsa é trançada aos fios naturais. Entrei no salão com meu cabelo quase sem vida e um pouco abaixo das orelhas. Quando saí, estava ostentando um cabelão digno de atriz, na altura abaixo dos ombros: longo, volumoso e bem tratado! 

A melhor parte desse aplique é que não dá trabalho nenhum para manter. Lavo normalmente e passo o secador só para não sair com as madeixas pingando por aí. Pronto, esse é meu único esforço! Não preciso nem pentear. Todo mundo amou e eu finalmente tenho o cabelão dos meus sonhos! 

Depois de três meses de uso, preciso recolocar ou trocar meu kanekalon. Já estou pensando em qual será o próximo modelo: talvez trançado, talvez colorido... Tanto faz: agora eu posso ter o cabelo que quiser! - RAFAELA OLIVEIRA, 16 anos, estudante, Carapicuíba, SP

Bom, bonito, barato e aprovado!

O kanekalon é feito de uma fibra sintética especial e seus fios pesam 1/3 do cabelo humano. “Por isso é tão fácil adaptar-se a eles”, diz Sionara Bandeira, coordenadora técnica da marca Keune, empresa de cosméticos capilares. 

Segundo ela, “a textura é muito parecida com a do cabelo natural e, se bem-cuidado, o aplique pode durar até um ano”. Além de não custar caro (veja alguns preços abaixo), o kanekalon é fácil de ser aplicado e mantido. Alguns modelos podem ser colocados na cabeça, com tique-taques, em casa mesmo. A coordenadora faz um alerta importante: “O fi o não foi desenvolvido para ser modelado com fontes de calor, como a prancha. Liso ou ondulado, o kanekalon já vem pronto”, finaliza.



05/01/2016 - 09:00

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