Rejuvenescer minha vagina foi a melhor coisa que fiz!

Estreitei o canal vaginal e foi como perder a virgindade de novo

Reportagem: Caroline Cabral

Depois da cirurgia, o sexo ficou muito melhor! | <i>Crédito: arquivo pessoal
Depois da cirurgia, o sexo ficou muito melhor! | Crédito: arquivo pessoal

Aos 22 anos eu já tinha encarado três partos normais. Sou pequena, peso 42 kg, e minha última filha nasceu com 3,400 kg. Um bebê bem grande pro meu corpo! Depois dela, senti que minha vagina estava alargada. A ponto de, durante as relações sexuais, fazer um barulho alto, como se soltasse gases. Aquilo me deixava morta de vergonha! Eu perdia a concentração, às vezes ria, às vezes chorava... Meu então marido nunca reclamou. Mas a situação me frustrava tanto que, aos 24 anos, me submeti a uma cirurgia para diminuir o canal vaginal. Foi a melhor coisa que fiz por mim!

Transar não era mais prazeroso

Tentei contornar a situação de todas as formas. Por mais que meu ex jurasse não se incomodar, eu passei a não ter mais prazer no sexo. Visualmente continuava tudo igual, mas a sensação do canal largo e aquele barulho tiravam a graça de tudo. Comecei até a inventar dores de cabeça para não transar! Vivi esse tormento por um ano. E, então, decidi procurar meu ginecologista para saber se havia algo que desse jeito na situação.

Imaginei que a solução seria uma cirurgia plástica, mas não: minha salvação estava num procedimento funcional bem mais simples, chamado perineoplastia. Nele, o médico remove parte da parede vaginal, formada por músculo e mucosa, e costura o canal vaginal de forma a ficar mais estreito. Bastaria um dia de internação e o convênio cobriria os custos. Só contei para o meu marido quando a cirurgia já estava marcada! A resposta: “Se vai te fazer bem, faça”.

Foi como perder a virgindade de novo; vi estrelas

A operação foi bem simples. Fiz jejum na noite anterior e entrei na sala de cirurgia por volta das 9h. Às 10h já estava no quarto, acordada e operada! Tive alta no mesmo dia. O pós-operatório lembra o de um parto normal. Não senti dor, apenas um pequeno desconforto. Em uma semana, os pontos caíram naturalmente – enquanto isso não aconteceu, eu precisava higienizar a área a cada ida ao banheiro. Fiquei com uma pequena cicatriz entre a vagina e o ânus, quase imperceptível. E não foi nada perto do que ganhei...

Um mês depois de operar, estava livre para transar. Meu marido não aguentava mais esperar, tinha ficado de jejum esse tempo todo. Quando o grande dia chegou, ele parecia um meninão, todo empolgado. Foi como perder a virgindade de novo! Estava bem apertada e ele pirou. Eu também achei uma delícia! Passado alguns meses, ele brincou: “Não quer fazer de novo?”.

Impressionante como voltei a me sentir desejável. Passei a amar ainda mais meu corpo. A operação aconteceu há 15 anos e nunca mais sofri com o tal barulho. Recomendo a períneo tanto para mulheres que sofrem com ele (acontece até quem nunca engravidou) quanto para quem sente a musculatura vaginal flácida.

Fernanda Neves, 39 anos, empresária, Concórdia, SC

 

DA REDAÇÃO

Há procedimento até para hidratar a vagina!

Segundo o doutor Carlos Manfrim, cirurgião plástico, a perineoplastia “é uma cirurgia que reconstrói ou reaproxima a musculatura do períneo”. Na gravidez, ou em um parto mal assistido, onde há a ruptura dessa musculatura, é comum que a mulher faça uma cirurgia de reaproximação. “O objetivo não é estreitar ou deixar o canal vaginal mais apertado. É que com essa musculatura afastada, a vagina fica muito frouxa, podendo gerar incontinência urinária e atrapalhar a relação sexual”, exemplifica. O processo reconstrói a musculatura, deixando a vagina mais parecida com o que era antes. A perineoplastia costuma ser aplicada por um ginecologista, não pelo cirurgião plástico.

Na clínica onde trabalha, Manfrim tem visto um aumento significativo na demanda por outro processo íntimo. Conhecido como Monalisa Touch, a cirurgia funcional não altera a aparência da vagina. “Ela é feita por um laser, o mesmo usado para rejuvenescer a pele facial”, explica, “troco a ponteira e o uso na parte interior da vagina, causando uma microperfuração na pele. Isso estimula a produção de colágeno na mucosa vaginal, deixando-a mais hidratada, jovem e saudável”, conclui. O procedimento tem sido aplicado em mulheres a partir dos 55 anos que se queixam de secura vaginal e dores durante a relação sexual. Não há contraindicações, são três sessões de 30 a 40 minutos. O valor médio é de R$ 5 mil pelo procedimento completo, fora a consulta de avaliação.

21/09/2016 - 16:16

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