Frequência sexual: como saber se estamos fazendo muito ou pouco sexo?

Estudo diz que uma vez por semana é uma quantidade considerada ideal

Renato Bianchi

Será que sua atividade sexual é normal? | <i>Crédito: Shutterstock
Será que sua atividade sexual é normal? | Crédito: Shutterstock

Você já se pegou pensando se sua frequência sexual é normal? Será que existe mesmo uma regularidade ideal? Afinal, como podemos saber se estamos fazendo muito ou pouco sexo?

Recentemente, uma pesquisa realizada pela Universidade de Toronto Mississauga (Canadá) com mais de 30 mil americanos em relacionamento estável reacendeu a polêmica. Para a maioria dos casais entrevistados, a frequência sexual tem mais impacto sobre sua felicidade do que o dinheiro. Ou seja: os participantes que ganhavam mais e tinham menos relações se consideravam mais infelizes do que aqueles com menor renda e mais sexo. Segundo o estudo, uma vez por semana é um número considerado ideal. Mais do que isso não alteraria os níveis de felicidade e bem-estar do casal. Em contrapartida, menos poderia causar uma queda nesses níveis.

Para a terapeuta de casal e família Tatiana Leite, isso não vale para todos. “É comum casais que estão juntos há muito tempo experimentarem uma diminuição do ritmo sexual. O ideal nesse caso é, assim que se perceba a mudança, procurar adotar atitudes que ajudem a resgatar o relacionamento sexual. É importante estar atento para evitar o aprofundamento de uma possível crise”, diz a especialista.

Segundo ela, se um dos membros demonstrar diminuição do desejo, é hora de descobrir que fatores podem ter colaborado para seu parceiro chegar a esse ponto de distanciamento. “Às vezes, a melhor alternativa é buscar ajuda de um profissional”, orienta.

Outro ponto que deve ser analisado é a comunicação. “É sempre importante manter o diálogo aberto, conversar sem buscar culpados e, principalmente, sem comparar seu relacionamento com o de outros casais!”, explica Tatiana, lembrando que, quando o assunto é sexo, nem sempre as pessoas contam a verdadeira realidade dos fatos.

A recomendação da terapeuta é viver sua sexualidade da forma que achar melhor: “As possibilidades são inúmeras e não existem receitas prontas nem manual de instrução para aumentar o desejo entre o casal. Procure manter uma conexão com seu parceiro e não deixe que os problemas aumentem a ponto de vocês não conseguirem enxergar oportunidades para o relacionamento”.

25/05/2016 - 18:00

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