Fiz uma festa com tema de gari para o meu filho

Que Mickey que nada: Everton quis comemorar os 3 anos vestido de lixeiro!

Reportagem: Carolina Almeida

https://webapp.caras.com.br | <i>Crédito: arquivo pessoal/Redação Sou Mais Eu
https://webapp.caras.com.br | Crédito: arquivo pessoal/Redação Sou Mais Eu

Toda terça, quinta e sábado é sagrado: quando dá umas 7h o Everton corre pra frente lá de casa e fica com os olhos pregados no fim da rua. Assim que ouve o barulho do caminhão do lixo na rua debaixo, já abre o sorrisão, começa a gritar de euforia e pega o saco de lixo. Sim, porque ele faz questão de entregar nas mãos dos garis. E ai deles se num derem tchau depois que passarem: meu menino desanda a chorar! A paixão é tanta que já dura dois anos (começou quando Everton tinha 1 aninho) e acabou inspirando uma festa de aniversário bem... diferente!

A festa foi um sucesso

O aniversário de três anos do Everton estava chegando e eu e meu marido, Evandro, decidimos fazer uma festa. Perguntamos ao baixinho qual tema ele gostaria. A resposta veio na lata: “Quero a festa do garimpo (ele chama os garis assim)”. Insisti para ele escolher o Mickey, mas o danado estava tão decidido que eu pensei: por que não? “E vamos convidar meus amiguinhos (ele também se refere assim aos garis)”, emendou meu moleque. “Quero que seja na garagem, com bolo de garimpo, roupa de garimpo e caminhões de garimpo”.

Dito e feito: a vizinha fez a roupa do jeito que ele queria. Minha irmã me ajudou com a decoração – caminhão e latas com as cores das empresas de lixo da nossa região e adesivos com o logo delas (imprimimos na lanhouse). O bolo ficou a cargo de uma confeiteira do bairro. Quando pedi que fosse com detalhes da empresa de coleta e com boneco de gari em cima, ela se espantou: “Como assim? Nunca fiz isso antes!”, ficou bestinha. Mas, disse que missão dada, é missão cumprida. Ficou lindo!

Umas 50 pessoas foram à festa e todas adoraram o tema. Ficavam rindo, fotografando e elogiando a escolha do Everton. Os tios dele provocavam: “Corre, olha o caminhão do lixo lá fora!”. E o coitado saía correndo. Mas, tadinho, eram só os tios tirando onda com a cara dele. Os garis? Não vieram. Ele ficou bem triste, mas expliquei que não haviam conseguido ir porque trabalham muito. Ele entendeu e foi, montado no look impecável de lixeiro, curtir a festa dos seus sonhos.

Aline da silva, 25, dona de casa, Paulo Afonso, BA

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06/02/2017 - 17:14

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