Dieta: "Água de limão, gengibre e chia: 48 kg a menos!"

Kleyce conta que a mistura diminui a fome, regula o intestino e desincha. Ela ainda eliminou 54 cm de circunferência abdominal

Texto: Renato Bianchi

Antes e depois | <i>Crédito: ARQUIVO PESSOAL/SHUTTERSTOCK
Antes e depois | Crédito: ARQUIVO PESSOAL/SHUTTERSTOCK
Era tarde da noite quando meu marido chegou em casa e me pegou no flagra: eu estava deitada no chão da sala toda vermelha e suada. “O que é isso, Kleicy?!”, ele perguntou. Pega de surpresa, confessei: eu vinha fazendo exercícios escondida porque queria emagrecer sem que ninguém ficasse me cobrando ou ridicularizando. É que meus 108 kg estavam destruindo minha vida: sentia dores no corpo todo, tinha medo de me desequilibrar e esmagar meu bebê, me isolei, me distanciei do Adalberto por vergonha do meu corpo... Quando decidi que ia perder peso, estabeleci uma meta que não envolvia uma quantidade determinada de quilos. Minha meta era voltar a enxergar meus pés!

‘Troque seu plano de saúde por um plano funerário’ 
Nem gorda nem magra. Antes de ter meu filho, eu ostentava um corpão robusto e bem distribuído. Mas, quando engravidei do João Paulo, em 2012, tudo virou de cabeça pra baixo. Engordei 33 kg e, depois do parto, estacionei nos 108 kg! Tive diabetes gestacional e depressão pós-parto, o que me fazia comer demais. 

E aí a obesidade me transformou numa pessoa amarga
Deixei de fazer e receber visitas. Engordei tanto que fiquei sem coordenação motora: vivia tropeçando, não conseguia pegar meu filho no chão. Parei de me olhar no espelho e perdi a vaidade. E o Adalberto, que adorava desfilar comigo por aí, me exibindo, parou de fazer isso, até porque eu estava chata e não queria mais sair. 

Pra piorar, minha pressão estava muito alta e tive um princípio de AVC. Ao ver meus exames completamente alterados, o médico pegou pesado: “Com essa vida que você está levando, é melhor trocar seu plano de saúde por um plano funerário”. Comecei a chorar. Minha mãe morreu de infarto aos 37 anos e eu não queria que meu filho passasse pelo que passei. Por minha família, eu precisava emagrecer e recuperar minha saúde. Até então, eu só pensava em comida. E comida calórica: pães recheados, queijo amarelo, pizza, massas de todos os tipos... Não bebia água, só Coca-Cola, inclusive depois do café da manhã.

Em maio de 2013, comecei a pesquisar formas de perder peso de um jeito saudável. Pra começar, percebi que não podia ter alimentos que me engordavam na geladeira. Dispensei tudo e
comprei frutas, verduras, arroz integral 7 grãos, massa integral...

Aprendi a cozinhar pra fazer pratos saudáveis
Decidi aprender a cozinhar para me alimentar melhor. E me achei no fogão: criei pizza de farinha de linhaça, bolo funcional de banana, pão de farelo de aveia...Minhas pesquisas também me ajudaram a inventar uma água de limão com gengibre e chia, que me fazia suar bastante e diminuía minha fome, além de regular o intestino e desinchar.
Ainda passei a comer a cada três horas e beber 2 litros de água. Pra turbinar minha dieta, criei um kit emagrecimento com fita métrica, diário, balança e uma câmera pra tirar foto da minha evolução. Isso ajuda demais! Como tinha vergonha de ir pra academia, passei a fazer exercícios em casa com vídeos de um programa chamado Insanity – 30 minutos por dia, de segunda a sábado. Às vezes, treinava de madrugada, quando meu bebê dormia.

Quando perdi 18 kg, já comecei a ver a ponta dos meus pés. Uhul! Depois de um ano de muita determinação, consegui
eliminar nada menos que 40 kg! Nos sete meses seguintes, despachei mais 8 kg e ainda ganhei massa magra. Meu corpo ficou um arraso, a ponto de meu marido voltar a querer me exibir aonde quer que fosse. Só que aí era ele que estava gordinho e teve de lidar com comentários do tipo: “Abre o olho, Adalberto, sua mulher está cada dia mais
linda e você assim...”

Então, comecei a ajudá-lo a emagrecer, com comidinhas saudáveis e fazendo atividades físicas juntos. Isso nos reaproximou e nos deixou mais unidos do que nunca! O Adalberto está super em forma e me enche de orgulho.

Desde então, minha vida está perfeita: estou cheia de amor próprio, a saúde está zerada, pratico esportes e tenho mobilidade e energia para brincar com meu filho. Estou em paz comigo e com meu corpo. - KLEICY DE ABREU
RODRIGUES, 28 anos, fisioterapeuta, Manaus, AM.

27/05/2016 - 10:08

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