"Despachei 38 kg com o açúcar de coco"

Por não ser refinada, essa versão é menos calórica e mais nutritiva que o açúcar branco!

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Antes e depois | <i>Crédito: Arquivo pessoal | Fotografia Atelier e Design
Antes e depois | Crédito: Arquivo pessoal | Fotografia Atelier e Design
Acordei no meio da noite com uma falta de ar desesperadora. O Geraldo, meu marido, dormia espremido em um canto da cama, já que eu ocupava mais da metade dela com meus 103 kg. Sentei na beirada e respirei profundamente várias vezes, até me sentir melhor. Só então pude voltar a dormir. Essa situação se repetiu tantas vezes que perdi a conta. Minha obesidade atrapalhava meu sono, minha saúde e até a noite do meu esposo... 

Eu estava tão gorda que a maior toalha de banho não completava uma volta em mim, acredita? Para passar na porta da varanda de casa eu precisava ficar de ladinho, me encolher ao máximo e tentar deslizar sem me machucar. Eu tinha chegado ao meu limite, não cabia mais dentro de mim.

Me olhei no espelho e não consegui me reconhecer 

Convivo com o sobrepeso desde pequena. Cresci em uma família italiana, acostumada com grandes almoços calóricos. Para completar, descontava meus problemas nos doces. No colégio, eu era chamada de baleia, balofa... Isso me incomodava, mas não o suficiente para mudar meus hábitos de vez – só tive experiências frustradas com dietas. Quando me casei, pesava 89 kg. Logo no primeiro ano, pulei do manequim 44 para o 48.

O clique que eu precisava veio em janeiro de 2013, enquanto me maquiava para sair. Olhei no espelho e não me reconheci naqueles olhos afundados entre bochechas gigantes e no papo enorme que cobria o pescoço. Não acreditava que tinha chegado tão longe sem me dar conta. Decidi, naquele instante, que me olhar no espelho seria motivo de orgulho pra mim!

Tracei uma meta pessoal bem clara: me exercitar todos os dias na academia, sem exceção. Eu precisava ser radical para sair de vez do comodismo. No começo, também restringi minha alimentação, diminuindo a ingestão de carboidratos e inserindo frutas, verduras e legumes no cardápio. Essa troca simples me deixou com mais energia! 

Nos primeiros dois meses, pulei corda diariamente. Não sei como meu joelho aguentou tanto peso sem arregar... Depois passei a caminhar por uma hora e, em quatro meses, já estava até trotando! Foram seis meses nessa rotina para perder 8 kg. Mais magra, me vi deslizar em uma calça tamanho 46 que antes passava nem das canelas!

Em agosto de 2014, percebi que tinha emagrecido pouco porque ainda comia muito açúcar. Os doces eram os grandes vilões na minha rotina. Sentei na frente de um computador para procurar substituições que realmente saciassem minha vontade. Depois de muita pesquisa em sites de dieta, descobri o açúcar de coco. Abandonei a versão normal e passei a usar essa, que, além de ser menos calórica, também controla a fome. Comecei a adoçar as bebidas e a fazer bolos e doces com ele. Tudo passou a ter um gostinho delicioso de coco!

Perdi 23 kg e ainda me sentia gorda... 

Quatro meses depois, em novembro, eu já tinha eliminado mais 15 kg! Um número de dar orgulho, mas ainda me sentia gorda... Como sabia que sozinha seguiria estacionada na balança, procurei orientação profissional. A nutricionista 
mudou bastante meu cardápio. Descobri que comia menos do que deveria. Com porções mais generosas e lanches ao longo do dia, consegui mandar outros 15 kg embora em seis meses. No total, em um ano e quatro meses, despachei 38 kg!

Mesmo magra, estava bastante flácida. Para combater esse efeito típico de grandes perdas de peso, peguei pesado na musculação. Funcionou: desde então, ganhei 7 kg de massa magra e mandei a flacidez embora! Hoje, com 72 kg, sinto como se tivesse vivido até agora em uma roupa que não era minha, em um corpo que não me cabia. Por todos esses anos, a comida determinou o que eu vestia, fazia e como me sentia. Passei a controlar o que como e isso inverteu o jogo: agora eu mando em quem eu sou! Ganhei confiança e estabilidade emocional ao perder peso.

O fato de ter sido gorda a vida inteira não me impediu de acreditar em mim e emagrecer. Agora a cama de casal ficou até grande pra mim e o Geraldo. Mesmo assim, a gente dorme mais agarradinho do que nunca! - CAMILA SABAINI, 27 anos, autônoma, Colatina, ES.

12/05/2016 - 12:54

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