Superei a crise vendendo ovos de Páscoa caseiros!

Investi R$ 50 para começar. Ensino o passo a passo para que qualquer um possa faturar também!

Carolina Almeida

Superei a crise vendendo ovos de Páscoa caseiros! | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
Superei a crise vendendo ovos de Páscoa caseiros! | Crédito: Arquivo Pessoal

Meu marido perdeu a empresa de construção civil em 2010 – a única fonte de renda da casa na época. Passei a me preocupar com as finanças familiares, sem deixar o medo me dominar. Ao invés de reclamar, procurei uma solução que pagasse nossas contas. Investi R$ 50 reais em duas barras de chocolate para começar a fazer meus docinhos, sem grandes pretensões. E não é que aquela comprinha extra no mercado se tornaria nossa galinha dos ovos de ouro? Hoje estamos melhores do que nunca!

Vendo ovos de Páscoa, pão de mel e trufas

Eu já fazia chocolates, mas só para experimentar e ver se acertava as receitas. Fui melhorando aos poucos. Nesse meio tempo meu marido estava sofrendo muito com a perda do seu negócio. Algumas empresas quebraram contratos com ele e depois de 30 anos de muito trabalho, infelizmente, tivemos que fechar as portas do império que ele tanto amava. Mas graças a Deus não passamos grandes dificuldades. Fora os perrengues do dia a dia e a burocracia para fechar a empresa e pagar o que devíamos aos funcionários. Mas, juntos, resolvemos tudo com tranquilidade.

Comecei a produzir os chocolates em 2010. Investi primeiro em trufas e pão de mel. Isso tudo antes da época da Páscoa. Até que tive um estalo e pensei em oferecer meus chocolates para os comércios que ficavam perto de casa. Fiz algumas amostras de trufas e levei no mercado mais próximo. Ofereci os doces a preço de atacado, para que eles estipulassem o valor do lucro. Falei para a gerente que eu voltaria na próxima semana para pegar o dinheiro dos produtos vendidos. E, se isso acontecesse, eu levaria mais para vender definitivamente. Caso contrário, levaria as amostras pra casa e tentaria em outro estabelecimento.

As vendas deram certo e quando levei em uma lanchonete, me perguntaram se eu fazia pão de mel, mas eu nunca tinha tentado. Encarei como um novo desafio. Peguei uma receita de família e acertei de primeira! Logo levei as amostras para os donos, que aprovaram. Assim, inclui mais um produto no meu cardápio de doces!

Abasteço 15 estabelecimentos com meus chocolates

Não só deu certo no Sacolão, como em churrascarias, faculdades e lanchonetes. Entre trufas e pão de mel, deixo de 50 a 100 doces por semana em cada um. O bom disso tudo é que coloco meu telefone nas embalagens e, no fim das contas, sempre ganho novos clientes. Eles gostam tanto dos meus produtos que me ligam com encomendas para festas e até casamentos.

Faço bem-casado, bolos e alguns salgados, porém não é meu carro chefe. Prefiro mil vezes fazer aquilo que amo: a arte com chocolates. Hoje trabalhamos com dez sabores de trufas, como morango, beijinho, maracujá e abacaxi também. Também tenho cinco sabores de pão de mel: maracujá, trufado, tradicional, morango e coco. A unidade da trufa custa R$ 3,00 e do pão de mel R$ 3,50 – esse é o valor para varejo. Para atacado, acima de trinta unidades, vendo as trufas por R$ 2,00 e pães de mel por R$ 2,50.

Os clientes têm a opção de montar o ovo de Páscoa a partir de R$ 32,00, podendo chegar a R$ 85,00. O mais barato é o trufado de 250g. O mais caro é o trufado de 1 kg. Meu marido decidiu me ajudar com os doces depois do fim da empresa. Ele que faz as embalagens, recheia os pães de mel e se encarrega de todas as entregas. Viramos parceiros até nos negócios.

Meu faturamento cresce muito na Páscoa!

Hoje vivemos com a renda dos chocolates. Na época da Páscoa, esse faturamento cresce. Mas fora isso, conseguimos sobreviver tranquilamente com o lucro que temos. Nosso padrão de vida permanece o mesmo desde que meu marido deixou seu emprego e começamos a viver da venda dos doces. E agora, até nossa qualidade de vida melhorou. Temos mais tempo para nós, para viajar, e ficar com a nossa família. Tudo sem estresse. Quando se faz o que ama, é tão gratificante que o trabalho deixa de ser um fardo e vira uma diversão saborosa!

Joseli de Fátima Gering Mercadante, 54 anos, São Paulo, SP

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11/04/2017 - 18:10

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