Meu ovo de Páscoa com cereja na casca me rende R$ 9 mil!

Ensino o passo a passo do chocolate mais vendido: o ovo de Páscoa com cereja na casca!

Simone Cunha (com colaboração de Carolina Almeida)

Ensino o passo a passo do chocolate mais vendido: o ovo de Páscoa com cereja na casca! | <i>Crédito: Equipe Sou Mais Eu
Ensino o passo a passo do chocolate mais vendido: o ovo de Páscoa com cereja na casca! | Crédito: Equipe Sou Mais Eu

Eu não imaginava que um curso básico de chocolate, que me custou R$ 5 e durou apenas um dia, me renderia tantos frutos em tão pouco tempo. No início de 2004, apostei no artesanato de chocolates quando larguei o emprego de auxiliar administrativa para me dedicar ao meu filho mais velho, o Lucas, que é autista. Na primeira Páscoa, segui a receita de alguns ovos, comuniquei os amigos e familiares, investi R$ 300 e faturei o dobro! Assim, descobri que ia fazer daquilo o meu negócio. Desde então, aprimorei meus chocolates, comprei uma derretedeira e uma balança digital e invisto todos os meus esforços na produção e nas vendas dos meus produtos. Ao longo do ano, vendo caixas de bombons, trufas e pães de mel, mas meu carro-chefe são os ovos no mês da Páscoa. Em 2010, por exemplo, investi R$ 3 mil na fabricação de ovos e faturei R$ 7.500! O lucro é bom e o ritmo é frenético. Nos dias que antecedem o feriado, passo noites sem dormir. Mas o resultado compensa. Com isso, ajudo meu marido nas contas de casa e contribuo com o tratamento do meu menino, além de educar minha filha caçula.

O ovo com casca de cereja é minha criação!

Como adoro cereja, em 2008 decidi arriscar e criar um produto novo. Queria colocar pedacinhos da fruta em calda na casca do meu ovo. Tive dificuldade para achar o ponto certo do chocolate por causa da calda. Mas não desisti. Depois de muitas tentativas, consegui deixar a cereja bem sequinha. Deu certo! Além de bonito, meu chocolate ficou muito gostoso. Como era uma novidade, naquele ano fiz apenas para teste. Todos que buscavam suas encomendas experimentavam um pedacinho do ovo de cereja. No ano seguinte, vendi 30 unidades desse item. Hoje ele é um dos mais vendidos! Aliás, os ovos recheados são os mais procurados! O diferencial do meu trabalho é que não uso nada industrializado. Todos os recheios são feitos por mim, como o beijinho, o brigadeiro e os sumos de maracujá e de limão. Todo esse cuidado com meus produtos são recompensados com clientes fiéis. E o melhor: quem gosta indica para os amigos e familiares. É o famoso marketing boca a boca! No ano de 2010, vendi mais de 200 kg de chocolate, entre ovos de 100 g a 1 kg, além de caixas de bombons. Faltou até matéria-prima para atender as encomendas de última hora.

Preparo 7 mil bombons um mês antes da Páscoa

Nos primeiros anos, ainda inexperiente, esperava os pedidos chegarem para começar a fazer os ovos e bombons. Tinha medo de ter produtos prontos e não efetuar as vendas. Mas isso me deixava maluca! Trabalhava demais nas semanas que antecedem a festa. Então, decidi arriscar e me organizar. Desde 2009, no mês que precede a Páscoa já preparo cerca de 7 mil bombons que vão rechear os ovos. Logo depois do Carnaval, começo a distribuir a tabela de sabores e preços dos meus produtos. Consigo minhas encomendas dessa maneira. E quem compra comigo sabe: o preço é justo e acessível! Meu objetivo é ganhar na quantidade de vendas. Assim, todo mundo fica satisfeito!

Também faço ovos menores para empresas e escolas e gosto de variar nas embalagens. A apresentação do produto é muito importante! Faço embrulhos personalizados, de acordo com o gosto de cada cliente. Por exemplo: quando a encomenda é um ovo infantil, sugiro uma embalagem divertida e brinquedinhos dentro dele. Sei como é difícil concorrer com os produtos das grandes marcas, vendidos nos supermercados. Por isso, preciso inovar sempre!

Guardo uma parte do dinheiro para investir no meu negócio

Todo ano, depois das grandes vendas, reservo uma parte do dinheiro. Guardo metade do meu lucro na poupança e garanto o investimento para o chocolate da próxima Páscoa. Também pago duas pessoas que me ajudam a preparar os ovos e os bombons. Dou R$ 937 para cada uma. Com o dinheiro que sobra, administro as contas domésticas e os investimentos no meu negócio. Compro forminhas, embalagens e outros materiais. O lucro deve ser bem empregado. Controlo tudo na ponta do lápis, para não gastar demais. Em 2011, com tudo que ganhei, montei minha loja de artesanato, em Santo André, São Paulo. Lá vendo as minhas embalagens e também dou aulas de artesanato. Além disso, faço mesas de café para buffet, com bolachinhas, cupcake, pão de mel e bombom. E o melhor: meu negócio ainda me permite trabalhar em casa, dar atenção ao meu marido e me dedicar aos meus pequenos. Sou a empresária que sempre quis ser!

Fabíola Vieira Pereira, 42 anos, artesã, São Bernardo do Campo, SP

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11/04/2017 - 18:54

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