Vendi minhas alianças de noivado para conhecer o meu verdadeiro amor!

Eu só tinha visto o Luiz por foto. Falei com ele por telefone uma única vez. Mesmo assim, peguei o dinheiro e viajei 832 km para encontrá-lo

Reportagem: Aline Carrasco (com colaboração de Gabriella Gouveia)

O Luiz me completou com seu amor e nossas duas filhas | <i>Crédito: Arquivo pessoal
O Luiz me completou com seu amor e nossas duas filhas | Crédito: Arquivo pessoal

Eu já estava noiva havia cinco anos e ninguém da minha família gostava muito do cara. Ele não curtia trabalhar, era folgado e eu andava bem desgastada. Ainda bem que uma foto me salvou e me deu o casamento que sempre sonhei!

 Quando vi a foto dele, me apaixonei!

 Era novembro de 2002. Eu morava em Monte Carmelo, em Minas Gerais, quando um amigo de infância do marido da minha irmã foi visitá-los. Ele se chamava Luiz Carlos e minha irmã me contou que, assim que viu minha foto na sala dela, perguntou todo encantado: “Quem é essa gata?” Minha irmã respondeu e tratou logo de avisar que eu estava noiva. Ele não quis nem saber: pediu que ela me mostrasse uma foto dele para ver se eu também me encantaria. Minha irmã, que não topava nada meu então noivo, aceitou e, quando veio me visitar, alguns dias depois, me levou a foto. Foi maluco: olhei para o retrato e senti algo inexplicável. Gostei de cara! Meu noivado estava péssimo e, apesar de nem conhecer o Luiz pessoalmente, não parava de pensar nele. Mas, como ele morava em Ubatuba, a 832 km da minha cidade, era difícil imaginar que pudéssemos ter algo vivendo a dez horas de viagem um do outro.

Um mês e pouco depois, minha irmã me ligou de Ubatuba, onde estava com o marido, para desejar feliz Natal. Papeamos por alguns minutos e ela disse: “Uma pessoa aqui quer falar com você”. Quando ouvi uma voz grossa e bonita ao telefone, tremi dos pés a cabeça. Era o Luiz! Sabe aquela sensação inexplicável de quando vi a foto dele? Então, ela tinha voltado quando ouvi a sua voz. Ele perguntou o que eu tinha achado da foto e pediu que eu fosse até lá, para nos conhecermos. Nessa época, eu já tinha terminado meu noivado e iria passar o Natal com minha irmã, mas minha avó faleceu e eu adiei a viagem. Só em janeiro de 2003, nas férias escolares da minha filha (Natália, então com 7 anos, fruto de um relacionamento anterior), que decidi que iria. Eu tinha ficado com o pedido do Luiz na minha cabeça e parecia que eu já o conhecia. Como estava sem dinheiro para a passagem, e eu mesma tinha comprado as alianças do meu noivado, resolvi vendê-las para conhecer o Luiz Carlos. Parecia loucura, mas toda a minha família me apoiou! Eles conheciam o Luiz e ficavam falando:“É súper gente boa, vai lá!” Alguma coisa me dizia que ele era o cara por quem eu tanto havia esperado.

 Vendi as alianças e viajei mais de dez horas para encontrar o Luiz

 Cheguei a Ubatuba no dia 3 de janeiro de 2003 e, quando bati os olhos no Luiz, levei um susto. Ele estava bem diferente da foto. Como era caminhoneiro na época, tinha acabado de chegar de viagem e estava barbudo! Mesmo assim, senti algo diferente. Nós estávamos tímidos, mas conversamos e marcamos de sair naquela mesma noite para conversar melhor. Aí, sim, ele apareceu de barba feita e cheiroso! Me apaixonei! Passeamos na beira da praia e rolou aquela química, sabe? Tínhamos várias coisas em comum e tudo nele me encantou. Ficamos tão conectados que no mesmo dia o Luiz me pediu em namoro!

 Os meus planos eram só passar as férias de um mês lá e voltar para Minas, mas o Luiz não deixou. Estávamos cada dia mais juntos e ele me fazia feliz de um jeito diferente. Mimava minha filha, que também acabou querendo muito bem a ele! Ele dizia que sabia que eu era a mulher da vida dele. Tanto que, 15 dias após me conhecer, vendeu a moto para comprar nossas alianças e me pediu em casamento! Em um mês, já tínhamos nossa casinha e, em maio de 2003, casamos no cartório mesmo. Só em outubro oficializamos na igreja. Foi tudo muito rápido, mas não senti o menor medo: tinha certeza de que tudo havia sido encaminhado por Deus!

Tanto que continuamos felizes da vida há 13 anos, numa parceira coroada primeiro pela chegada da nossa Maria Eduarda, que está com 12 anos e agora, com nosso anjinho a Luiza, que vai nascer no próximo mês. Eu não poderia estar mais realizada, o Luiz me completa em todos os sentidos e me deu a família que tanto sonhei.

Renatta Vieira Ramos Leite, 39 anos, dona de casa, Ubatuba, SP

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29/03/2017 - 10:00

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