Só meu amante me fazia chegar lá, por isso casei com ele!

Sempre procurei alguém que primeiro me conquistasse pelo sexo – e só depois pela cabeça e pelo coração

Gabriella Gouveia

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"Procurei tanto tempo por alguém que me completasse em todos os sentidos e com ele descobri que posso ser mil em uma só" | Crédito: Arquivo pessoal/redação Sou Mais Eu

Casei duas vezes e tive seis filhos. Quatro do primeiro marido e dois do segundo, o Marcos*. Com nenhum deles me encontrei como mulher. Fazia o papel de mãe, dona de casa, parceira e esposa, mas nunca o de mulher. Era sempre tudo tão morno! Fiquei casada com o Marcos durante doze anos, mas morávamos em casas separadas. Não funcionávamos debaixo do mesmo teto, fazer o quê? Dormíamos juntos alguns dias da semana e depois cada um para o seu canto.

Muito prazer, seu Gelson! 

Em 2005 contratamos o serviço do seu Gelson, um eletricista que fazia todos os reparos de fiação da vizinhança. O trabalho do homem era ótimo, mas ele garganteava muito. Eu nem dava bola, ele não fazia meu tipo. Mesmo assim, como de conserto ele entendia, durante 10 anos, sempre que tínhamos algum problema na tomada ou no quadro de luz, lá estava seu Gelson arrumando.

Nesse meio tempo, comecei a pular a cerca. Ora, eu implorava para fazer amor com o Marcos e ele nada. Não aguentei: fiz meus contatinhos na rua e comecei a curtir com outros homens. Preservava nossa casa e nossos filhos, mas do portão para fora eu aproveitava muito.

Em 2014, a chuva alagou minha casa e o Marcos decidiu alugar um apartamento para a gente. Ele dormia em um quarto com os nossos dois filhos e eu em outro com meu menino mais novo do primeiro casamento. Já nos primeiros dias após a mudança precisei da ajuda do Seu Gelson com a elétrica do prédio. Só que ele não morava mais no mesmo lugar e eu não tinha seu contato. Fiquei sabendo que havia se separado da ex-mulher e havia ido morar em Canoas. Lembrei que era amiga dele no Facebook e mandei uma mensagem.

A resposta veio no mesmo dia. Marcamos para ele dar uma olhada nas tomadas do apartamento e fazer o orçamento.  Comecei a reparar o eletricista com outros olhos, ele comentou que estava solteiro, despertou algo em mim, mas preservamos o profissional. Depois de quase um ano rolou a primeira aproximação. E que aproximação!

Ele era tudo que eu sonhava!

Seu Gelson foi chamado no meu condomínio para prestar um serviço para a síndica. Chegando, precisou esperar por ela e eu ofereci minha casa. Sentado no meu sofá, ele me convidou para uma festa e falou baixinho no meu ouvido “Você iria comigo? E seu marido, não liga?”. Enquanto isso o Marcos estava no quarto e nem imaginava a paquera que estava rolando na sala. Combinei de acompanhá-lo na festa e ele foi embora.

No dia seguinte, enquanto esperávamos o pessoal do condomínio desligar o quadro de luz para fazer outros serviços, ele subiu para comer algo em casa. Pedi para ele dar uma olhada na tomada do meu banheiro, onde eu usava a prancha no cabelo. Gelson fez os ajustes e falou para eu  testar o aparato. Nesse momento ele pegou no meu cangote e já veio para cima. Fiquei arrepiada e pedi que não fizesse aquilo porque eu bem que gostava. Ele adorou a resposta e rolou uma rapidinha ali mesmo.

Horas depois de nossa loucura no banheiro de casa, Gelson já estava me ligando. Eu me fiz de difícil, pois não sabia ao certo o que queria. Tinha apenas a certeza de que aquele homem era capaz de me levar para o céu. Na semana seguinte, após algumas ligações perdidas, decidi atendê-lo. Conversamos e marcamos um encontro para resolver se nosso lance não passaria de uma rapidinha no banheiro ou se ficaríamos juntos para valer.

Nós nos encontramos num barzinho e falei para ele que estava num lance com um carinha e que tinha usado ele para uma rapidinha justamente para saber se gostava mesmo do outro rapaz. Mas com o sexo do Gelson descobri que não sentia nada pelo meu peguete. Ele falou que queria continuar. Como não estava apaixonada ainda, disse para curtirmos o momento para ver no que ia dar. Bebemos umas cervejas e fomos para um motel.

Lá aconteceu de tudo, com tudo que tinha direito, transamos com tempo, espaço e foi incrível! Foi ali que eu percebi que o Gelson tinha sido feito para mim. Minhas amigas estavam certas em dizer que, para conquistar meu coração, o homem precisava me laçar na cama primeiro. Isso nunca tinha acontecido até meu eletricista aparecer. Antes só gozava através de estímulos, não sentia mais nada na penetração. Com ele eu aprendi a ser mulher, não precisava das preliminares, Gelson me deixou louca no ato.

O eletricista passou de amante a marido

A partir daí nos víamos uma vez por semana, quando ele tinha folga. Passeávamos na frente do shopping, caminhávamos até a praça e depois corríamos para o motel. Ficávamos juntos até passar o último ônibus para casa. Quando eu voltava, o Marcos estava cheio de amor para dar, mas eu já não o queria mais. Nosso relacionamento tinha caído na rotina. Para os meus filhos (24, 23, 21 e 13 anos) eu abri o jogo desde o início, comentei que estava tendo um caso e que estava muito feliz. Eles achavam que era fogo de palha e logo eu cansaria. Que nada! Gelson me faz sentir mulher, desejada.

No natal do ano passado, aluguei um apartamento para o meu amante no mesmo andar do meu. Eu queria o meu eletricista bem pertinho de mim. Meu casamento não tinha mais salvação, por isso, acabei abrindo o jogo para o Marcos. Já estava saindo com o Gelson havia sete meses. Pouco tempo depois meu então marido foi embora de casa. Logo em seguida, me mudei para o cantinho do Gelson. Da minha vida quem sabe sou eu, não pedi autorização para os meus filhos, só os comuniquei. Amo meus filhos de paixão, mas não os deixo palpitar na minha relação de jeito nenhum.

Tinha certeza do que eu queria. Perguntei para o Breno, meu filho mais novo do primeiro casamento, se ele topava ir comigo morar com Gelson. Ele não pensou duas vezes em me acompanhar.

Estamos juntos há um ano e oito meses. A gente se dá muito bem. Com outros homens sempre tive papéis designados, não conseguia ser as diversas mulheres que queria. Procurei tanto tempo por alguém que me completasse em todos os sentidos e com ele descobri que posso ser mil em uma só.

Andreia Dutra, 42 anos, dona de casa, Porto Alegre, RS

 “Depois da rapidinha eu quis aquela mulher pra mim e batalhei até conseguir”

Os primeiros serviços que prestei para a Andreia foram profissionais, era casado e ela também, por isso respeitei. Mas depois de me divorciar da minha segunda esposa e voltar para Porto Alegre comecei a cobiçá-la. Ela me chamou para um reparo no apartamento novo e seu casamento estava de mal a pior. Começamos a nos aproximar mais e quando vi retorno da parte dela, dei minhas investidas. Pensei em não galopar com muita força, já que a moça era comprometida, mas logo surgiram uns papos mais quentes e quando vimos estávamos no banheiro da casa dela mandando ver.

Depois do nosso quente encontro tive certeza que queria a Andreia para mim. Ligava para ela 2, 3 vezes por dia, todos os dias. Ia batalhar e conseguir aquela mulher. Nossa rapidinha foi tão intensa e profunda que algo cresceu dentro de mim.

O relacionamento dela estava por um fio, eles só moravam embaixo do mesmo teto. Mas eu tinha um pouco de receio por ela, do Marcos descobrir nosso caso. Não posso negar que a sensação de perigo era gostosa. Por isso, mergulhei de cabeça e se tivesse que enfrentar eu enfrentava. Graças a Deus no final deu tudo certo. Temos uma relação de amizade com o Marcos, ele me cumprimenta e as crianças se dão muito bem comigo.

Eu e a Andreia somos mais do que marido e mulher, somos cumplices. Não guardamos segredos entre nós. Nossa relação é excelente, nunca tive ninguém como ela. 

Gelson, 62 anos, eletricista, o marido de Andreia 

*Nome fictício 

04/08/2017 - 16:14

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