Meu casamento renasceu quando atropelei minha esposa!

Depois do acidente, tive tanto medo de perder a Ana Paula que passei a cuidar mais do nosso amor!

Aline Carrasco

edição 405 | <i>Crédito: Arquivo pessoal
edição 405 | Crédito: Arquivo pessoal
Eu já estava casado havia 11 anos quando eu e meu sogro fomos contratados para um serviço de construção.Pegamos meu caminhãozinho e fomos para o local. No caminho, uma mulher em uma moto entrou no cruzamento no mesmo momento que eu. O Pedro falou: “Olha, vai entrar uma menina na sua frente!”. Mas não deu tempo de frear e acabamos batendo! A motoqueira foi jogada da moto e ficou desacordada. Fiquei apavorado. Mas o pior ainda estava por vir: desci do caminhão e, quando vi, notei que a mulher estatelada no asfalto era a minha esposa!

Com a rotina do casamento, o romantismo foi ficando de lado

Conheci a Ana Paula quando ainda estávamos no colégio. Primeiro ficamos amigos e logo viramos namorados. No começo, a gente gostava muito de sair. Vivíamos jantando fora, passeando... Como nosso relacionamento sempre foi muito tranquilo e nunca brigávamos, depois de quatro meses de namoro resolvemos nos juntar. Eu tinha 22 anos e a Ana estava com 17 quando fomos morar em uma casinha alugada. 
Foi tudo muito natural. Não tinha pressão de ninguém, a gente só queria viver junto mesmo. Mas é claro que a vida a dois muda a relação, né? Eu já trabalhava e as obrigações da casa ficavam com a Ana Paula. Como tínhamos mais responsabilidades, todas aquelas coisas que fazíamos quando a gente namorava foram ficando de lado. Fomos deixando de sair nos fins de semana e abandonamos um pouco o romantismo.
Depois de alguns anos, vieram os filhos – temos três! Foi uma felicidade só, mas é claro que a atenção ficou toda voltada para eles. A correria do dia a dia, o trabalho e as responsabilidades de um casal foram nos deixando mais distantes.

Achei que tinha matado a Ana!

Fomos levando nossa vida assim até que o acidente em que atropelei a Ana Paula, em março deste ano, começou a mudar o rumo do nosso casamento. No momento em que reconheci minha mulher jogada no chão, entrei em desespero! Ela estava desacordada e eu pensei o pior. 
Meu sogro tentava me acalmar enquanto esperávamos o resgate. Eu ficava gritando: “Matei minha mulher! Matei minha mulher!”. Quando chegamos ao hospital, a Ana Paula finalmente acordou. Mas não se lembrava de nada que tinha acontecido, pois havia batido a cabeça na queda. O doutor falou que ela estava bem, só tinha sofrido alguns arranhões nas costas e na perna. Fiquei mais aliviado, mas não desgrudei durante as três horas em que ela ficou no hospital. O médico receitou alguns medicamentos, por causa da pancada, e fomos liberados no mesmo dia.

O medo de perder minha esposa me fez mudar

Em casa, eu só pensava no medo que tive de perder minha esposa. O acidente me fez perceber que não sei e não quero viver sem
ela. Passei a cuidar muito mais da Ana Paula. À noite, quando ela precisava acordar para tomar os remédios, eu levantava antes para ajudá-la. Fui percebendo que eu precisava prestar mais atenção nesses detalhes e mudei meu comportamento.
Aos poucos, nosso relacionamento foi melhorando e isso reascendeu o romantismo que estava adormecido! Voltamos a sair pra passear, mesmo levando as crianças, e agora tento ajudá-la mais em casa, um cuidado que eu não tinha antes. Também passei a ser mais carinhoso com o meu amor. Ela está adorando!
Acidentes geralmente são acontecimentos negativos, mas, no nosso caso, apesar do susto, o atropelamento da Ana Paula só
trouxe coisas boas: nosso casamento está mais forte do que nunca!
RONIVON LIMA SILVA, 33 anos, gerente de produção, Araguaína, TO


“Estamos mais unidos do que nunca!”

“Desde o começo do nosso relacionamento, o Rone sempre foi carinhoso. Mas, depois que juntamos nossas escovas de dente e tivemos nossos três filhos, as responsabilidades do casamento nos deixaram muito ocupados. Com o tempo, a paixão do começo foi dando lugar à rotina e às obrigações do casamento. Aí, há cinco meses, resolvi pegar nossa moto e ir sozinha até o supermercado. O problema é que eu tinha pouco tempo de carta e quase não pilotava! No caminho, vi o Rone no caminhão e achei que ele estava voltando para casa. Mas meu amor não tinha me visto e continuou seu caminho. Fiquei confusa e tentei segui-lo. Nossa, pra quê?! Acabamos batendo! A moto ficou toda arrebentada e eu desmaiei. Quando acordei no hospital, vi o Rone muito
preocupado do meu lado. Ele me explicou o que tinha acontecido e, já em casa, depois de algumas horas, percebi o medo que o Rone teve de me perder. Achei aquilo bem romântico! Ele passou a cuidar de mim desde que saí do hospital e até vendeu a moto! Nosso relacionamento ficou ainda melhor! Vi o cuidado que ele teve comigo e isso reavivou nosso amor. Agora, sempre que
dá, saímos para passear ou jantar. Estamos mais próximos e unidos do que nunca!"
ANA PAULA ALVES DOS SANTOS, 27 anos, dona de casa, a mulher do Ronivon

21/03/2016 - 17:28

Conecte-se

Revista Sou mais Eu