"Meu amor usa os cabelos que perdi para o câncer"

"O Fábio, meu marido, fez um aplique com meus fios para me apoiar e me fazer rir!"

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Mariana Leone | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
Mariana Leone | Crédito: Arquivo Pessoal
Fui diagnosticada com câncer nos ossos há três anos. Fiquei muito mal. Achei que fosse morrer. Acho que só consegui suportar por causa do apoio do Fábio, meu marido. Ele foi fundamental até quando comecei a perder os cabelos por causa da quimioterapia, em 2013. Era hora de raspar! Então, o Fábio me levou a um salão e, para minha surpresa, também mandou zerar a cabeça dele. Meu amor falou que eu não passaria por nada sozinha, que, se eu fosse ficar careca, ele também ficaria. Esse gesto já foi suficiente para eu me sentir a mulher mais amada do mundo! Mas meu marido não parou por aí... 

Acredita que ele mandou fazer uma peruca com os fios que sobraram do meu cabelo?! Só que, como não sobrou muita coisa, acabou virando um aplique. Para usar, eu teria que colocar um lenço ou chapéu na cabeça e os fios apareceriam na parte de trás. Mas olhar para aquele cabelo me entristecia. Decidi não usar e passei a sair de casa com perucas variadas. 

Meu maridão me faz rir quando a vida me manda chorar 

Foi então que, um dia, o Fábio pegou o aplique com meus cabelos e, para fazer graça, vestiu com um boné. Morri de rir! Desde então, meu amor cuida das mechas como se fosse o cabelo dele: lava com xampu e condicionador, seca e guarda. Ninguém tem tanto cuidado assim com uma peruca se não é por amor. O Fábio encontrou uma forma de fazer palhaçada com esse momento tão difícil pra mim. É reconfortante estar com uma pessoa que me faz rir quando a vida me manda chorar. 

Nestes dois anos de tratamento, o Fábio esteve ao meu lado em absolutamente todos os momentos. É um companheirismo comovente. Meu amor transforma um momento de dor numa atividade alegre a dois! - MARIANA LEONE, 41 anos, bioquímica, Balneário Camboriú, SC

“Usei a peruquinha para alegrá-la”

“Sempre acompanhei minha mulher em tudo. E não seria diferente quando ela teve de raspar a cabeça por causa do câncer. Fiz isso virar uma brincadeira gostosa. Esse momento a dois alegrou uma situação que tinha tudo para ser triste. Um dia, de brincadeira, vesti a peruquinha que fiz pra Mari e ela deu risada. Era o que eu precisava: arrancar sorrisos da minha mulher. Desde então, adotei o aplique e uso sempre que recebemos amigos em casa ou damos alguma festinha. É uma maneira divertida de contornar a situação com amor!” - FÁBIO LEONE, 43 anos, administrador, o marido da Mariana






30/07/2015 - 09:00

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