"Fui conhecer meu genro e me casei com o pai dele"

A filha da Patrícia e o namorado armaram para que os pais ficassem juntos: deu certo!

Reportagem: Helena Dias

PATRÍCIA BARROS DA SILVA | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
PATRÍCIA BARROS DA SILVA | Crédito: Arquivo Pessoal
Coloquei a mesa receosa. Era o almoço em que eu conheceria o namorado da minha filha Débora, então com 16 anos. Estava morrendo de medo de não aprovar o rapaz. A campainha tocou. Abri a porta e minha menina me apresentou o Cleberson, seu namorado, e o pai dele, o Sergio. Depois das apresentações, acabei esquecendo de me preocupar com meu futuro genro. Era o pai dele quem estava chamando minha atenção. 

Além de ser bonito, o Sergio foi simpático e muito educado durante todo o almoço. A essa altura, eu nem desconfiava do que me esperava. Quando fui pegar a sobremesa, Débora e Cleberson se levantaram e saíram, dizendo que tinham um compromisso. Fiquei sozinha com o Sergio, morrendo de vergonha. Mas ele se mostrou muito agradável e a conversa fluiu. Fui ficando cada vez mais e mais interessada naquele homem, sem saber que era tudo uma armação da minha filha! 

Mas o casamento com o pai das minhas três filhas tinha me traumatizado. Durante os 14 anos que passei com ele, aguentei agressões diárias. Até que um dia peguei as meninas e fugi de casa para nunca mais voltar. 

Fomos morar juntos após três meses de namoro

Depois disso, não me envolvi com mais ninguém. A exceção foi um colega de trabalho de quem engravidei, mas que não assumiu nada. Fiquei sozinha com meus quatro filhos. E achava que seria assim pra sempre. 

Minha maior preocupação era não deixar que minhas meninas cometessem o mesmo erro que eu. Por isso, sempre conversava abertamente com elas sobre os homens. E foi exatamente por medo de que a Débora estivesse entrando em uma furada que marquei o almoço. Mal sabia que aquele encontro ia mudar o rumo da minha vida e da minha família. 

Já no dia seguinte, Sergio apareceu e me convidou para sair. Logo estávamos nos vendo quase todos os dias. Depois de duas semanas, ele me pediu em namoro. Claro que aceitei! Já estava apaixonada... Finalmente eu tinha conhecido um homem bom e decente. Após três meses de namoro, Sergio veio morar comigo, com o Cleberson. Assim pude controlar melhor o namoro da Débora. Ficou tudo em família! - PATRÍCIA BARROS DA SILVA, 40 anos, dona de casa, Esteio, RS

“Assim que vi a Patrícia, fiquei interessado!”
“Após um fi m de casamento traumático, tudo que eu queria era tocar minha vida. Mas aí o Cleberson começou a falar da sogra, que ela era interessante, que tinha os mesmos gostos que eu... Eles marcaram o almoço dizendo que a Patrícia queria saber com quem a fi lha dela estava andando. Acreditei. Logo que a vi, fi quei interessado. Foi tudo muito rápido. Quando notei, já tinha esquecido aquela história de fi car sozinho e estava morando com meu novo amor!” - SERGIO DA COSTA, 44 anos, vendedor, o marido da Patrícia 

“O plano era facilitar nosso namoro”
“Quando começamos nosso namoro, o Cleberson vivia na cidade vizinha. Era difícil nos vermos todos os dias. Como minha mãe e o pai dele estavam solteiros, achamos que juntar os dois poderia facilitar nossos encontros. Passei a elogiar meu sogro em casa e ele falava da minha mãe para o pai. Aí, marcamos o almoço e combinamos de deixar os dois a sós para ver o que acontecia. Funcionou! Além de fi car mais perto do meu amor, deixei minha mãe mais feliz!” - DÉBORA DA SILVA, 21 anos, dona de casa, a filha da Patrícia

09/02/2016 - 09:00

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