Fisguei meu amor pelo estômago!

Depois de levar um pé na bunda de cinco namorados, conquistei um noivo maravilhoso com meus dotes culinários!

Giulia Gazetta

amor ed 408 | <i>Crédito: Arquivo pessoal
amor ed 408 | Crédito: Arquivo pessoal
E u tive um monte de namorados, mas todos me deram um pé na bunda antes dos seis meses de relaciona-
mento. Era horrível. E o pior é que eu não sabia o que havia de errado comigo. Cinco perdidos seguidos? É demais pra uma mu-
lher só, né? Já estava desiludida com essa história de amor quando, ao desabafar com minha mãe, ouvi essa: “Filha, comida boa 
segura homem!”. Hummmm...
Comecei a acreditar que aquela realmente podia ser a solução para o meu problema. Afinal, minha mãe começou a me ensinar a cozinhar desde pequena e com 12 anos eu já estava com a barriga encostada no fogão, aprendendo a fazer arroz. E fui evoluindo com o tempo: aprendi a preparar lasanha e outras massas, bolos, tortas...

Quando conheci o Ayman, decidi colocar meu talento em prática!

Não sei por que, mas nunca passou pela minha cabeça cozinhar para os meus namorados. Jamais pensei que isso faria com que eles se sentissem mais atraídos por mim. Então, decidi que ia colocar todo meu talento em prática quando conhecesse um novo gatinho!
Foi aí que o Ayman surgiu na minha vida. Ele é neto da minha chefe e, apesar de já conhecê-lo, nunca tínhamos conversado. Mas minha chefe tinha um sexto sentido: ela apostava que a gente tinha tudo a ver e ficava insistindo pra eu adicionar o Ayman no Facebook. Um dia, tomei coragem! Começamos a conversar por mensagem e logo marcamos um primeiro encontro. Ficamos juntos e foi maravilhoso! Descobrimos que a gente tinha muita química. Depois, passamos a nos ver quase todos os dias. E vou te falar: não estava disposta a perder mais um homem, não!

No primeiro jantar que fiz pra ele, a lasanha queimou...

Um mês depois que estávamos juntos, decidi colocar meu plano em ação e convidei o Ayman pra jantar em casa. Como a família dele é metade oriental e metade italiana e não conheço muitas receitas da culinária japonesa, decidi me garantir com uma bela de uma lasanha. 
Quando meu amor chegou em casa, coloquei a travessa para assar. Papo vai, papo vem, esqueci a lasanha no forno. Saí correndo quando senti o cheiro de queimado, mas não deu tempo: a parte de baixo já estava preta! Tentei disfarçar e salvar o prato, mas o gosto ficou péssimo. Pensei: “Vou perder mais um...”. 
Sorte que o Ayman levou na esportiva e rimos muito da situação. Prometi que faria um bolo na próxima vez. E ele não se arrependeu de ter me dado uma segunda chance: preparei o melhor Nega Maluca da história e o Ayman se deliciou!

Ele provou todas minhas delícias antes de me pedir em noivado

Em três meses, meu namorado comeu uma lasanha deliciosa – essa não queimou! –, estrogonofe de frango, charutinhos de repolho, massas à bolonhesa, um bolo pão de ló com recheio de maracujá e... finalmente consegui fisgar meu homem pelo estômago! Encantado com meus dotes culinários, o Ayman me pediu em noivado! 
Cozinhar para o meu amor foi uma forma de mostrar o quanto eu gosto de agradá-lo. Isso nos deixou muito mais próximos. Claro que temos muitas outras afinidades, como uma sintonia incrível, mas a comida deu um tempero especial ao nosso amor!
KEREN CAROLINE DA SILVA, 19 anos, auxiliar de escritório, São Roque, SP

“Ela vive querendo me agradar, e eu adoro!”

“Desde o começo do nosso relacionamento, a Keren sempre demonstrou que se importava comigo e que queria me ver feliz. Cozinhar pra mim era só mais uma demonstração de carinho. E, claro, é a minha preferida! Mesmo sem saber que eu adorava o 
bolo Nega Maluca, ela fez exatamente esse pra mim! Nossa, me arregalei de tanto comer, pois a receita dela é especial, cheia de amor! Foi assim com o estrogonofe também. O da Keren hoje é o meu prato preferido!”
AYMAN MOMMA, 19 anos, auxiliar de escritório, o noivo da Keren

DA REDAÇÃO*
Cozinhar para o parceiro é demonstração de afeto 

“Tanto faz se você cozinhou o prato preferido dele, comprou um presente no meio da tarde pra ela ou levou o carro dela no mecânico: o importante é demonstrar que você se importa com o parceiro”, garante o psicólogo clínico e especialista em relacionamento amoroso Aílton Amélio. Segundo ele, cozinhar para o marido é uma tradição antiga que se perdeu ao longo dos anos. “Atualmente, as tarefas domésticas em geral, como cozinhar, não garantem status para a mulher. O que a faz ser vista e admirada é a dupla – ou tripla – jornada: trabalhar fora, ser mãe, boa amante e companheira”, diz. Mas é justamente por ter se tornado raro que o hábito de cozinhar para a pessoa amada passou a ser um gesto de carinho importante. “Esse hábito faz parte da cesta de pequenas coisas que você pode fazer pelo seu parceiro para que ele pense: ‘Puxa, ela pensou em mim, fez meu prato preferido para me agradar’”, completa o especialista.

28/03/2016 - 19:35

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