"Eu e ele nos casamos já no 1º encontro!"

Renata e Jean foram escolhidos como noivos da quadrilha da festa junina. Foi profecia: vão se casar de verdade em breve!

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RENATA DE OLIVEIRA MACHADO | <i>Crédito: Arquivo Pessoal
RENATA DE OLIVEIRA MACHADO | Crédito: Arquivo Pessoal
O grande dia enfim tinha chegado. Todo mundo estava vestido a caráter para aquela noite especial. A música anunciava que a festa ia começar. Os casais entraram juntos no salão e então eu e o Jean ficamos frente a frente. Aí, o padre nos fez a tão esperada pergunta: “Vocês aceitam um ao outro em casamento?”. Minha boca secou, a respiração ficou ofegante e o “sim” saiu engasgado. A vontade de beijar aquele rapaz lindo era enorme, mas me segurei. Afinal, nunca tínhamos sequer conversado e já estávamos nos casando... No nosso primeiro encontro! 

Começamos a nos falar pelo correio elegante 

Parecia que estava tudo escrito: o casamento naquela quadrilha de festa junina em 2012 anunciava o amor que se iniciava entre mim e o Jean. Nós éramos recreadores infantis de uma mesma empresa e trabalhávamos em hotéis no interior de São Paulo, mas não nos conhecíamos. Dois dias antes do nosso “casório junino”, eu estava em reunião com vários outros recreadores quando o Jean entrou na sala.

Parecia um filme! Nossos olhares se encontraram e senti que o resto do mundo parou de girar. Naquele momento entendi o significado da expressão “amor à primeira vista”. Até hoje me arrepio ao lembrar! 

Mesmo com as faíscas que rolaram na reunião, não trocamos nenhuma palavra nos dias que se seguiram. Eu ficava nervosa demais com ele por perto! O Jean nem conseguia me olhar nos olhos. Até que nossa coordenadora nos avisou que íamos ser o noivo e a noiva da quadrilha de festa junina! Dá para acreditar? 

Nos ensaios da dança, tínhamos que dar as mãos e eu sentia aquele suor gelado escorrendo pelo meu corpo. Nossos olhares se cruzavam, mas não tínhamos coragem de nos falar. Não trocamos uma palavra nesses dias. A apresentação da quadrilha ia ser nosso primeiro encontro pra valer! 

Depois de nos casarmos de mentirinha na festa, quis muito beijar o Jean, mas me contive porque recreadores que namoram têm que ficar em hotéis separados. Saí da dança meio decepcionada, até que um garotinho me entregou um correio elegante. O bilhetinho dizia: “Você me deve R$ 0,50 porque sou um conquistador barato. Me dá seu telefone?”. Só podia ser o Jean! Mandei um correio de volta com meu número e a mensagem: “Tem troco pra R$ 1?”. 

Ainda estava com o meu ex quando conheci o Jean 

Nossas cantadas à moda antiga só deram resultado na noite seguinte, quando estávamos voltando para São Paulo no ônibus. Lembro até hoje daquela noite com o céu limpo e brilhante. Estávamos sentados lado a lado, conversando como dois adolescentes. Quando o assunto se esgotou, finalmente nos beijamos! Aí eu vi estrelas de verdade! 

Depois disso, fomos ficando cada vez mais próximos. Foram pelo menos 40 dias de namoro à distância. Quando os coordenadores do grupo de recreadores descobriram que estávamos juntos, nunca mais nos mandaram para os mesmos hotéis. Morávamos em bairros distantes de São Paulo e ainda ficávamos em cidades diferentes nos fins de semana. O Jean chegava a pegar três ônibus para me encontrar em outra cidade e passar algumas horas ao meu lado. Inclusive, foi na rodoviária que ele me pediu oficialmente em namoro. Seu ônibus já estava perto de sair quando ele se ajoelhou e fez o pedido. Topei na hora, claro! 

O que o Jean não sabia é que, quando estávamos só nos conhecendo, eu ainda namorava o meu ex... Durante 15 dias, fiquei dividida entre meu namoro sério de seis anos e o cara encantador que tinha virado minha cabeça num fim de semana. Escolhi o Jean e foi a melhor decisão da minha vida! Namoramos por mais cinco meses até que, do nada, ele me fez essa proposta: “Renata, quer casar comigo?”. Meu coração pulou! 

Não vou dizer que não achei precipitado, mas, diferente do meu outro relacionamento, o Jean fazia com que eu me sentisse segura e amada, além de ser um companheiro para qualquer momento. Nem titubeei: aceitei no ato! 

Nosso casamento de verdade está marcado para agosto do ano que vem. Desde o pedido até agora, muita coisa mudou. Continuamos trabalhando com recreação infantil, mas agora somos donos da nossa própria empresa e podemos trabalhar o tempo todo lado a lado, indo para os mesmos lugares nos fins de semana. 

Quero que nossa cerimônia tenha um correio elegante para homenagear a maneira original como nos conhecemos e, quem sabe, formar novos casais, como aconteceu com a gente! - RENATA DE OLIVEIRA MACHADO, 28 anos, recreadora, São Paulo, SP


“Vamos poder dizer que nos casamos duas vezes!”

“Quando entrei naquela reunião do grupo de recreadores, tudo ficou congelado e eu só conseguia ver o rosto daquela mulher linda. Não trocamos meia palavra, mas o destino parecia querer nos juntar. Depois do nosso casamento na quadrilha, senti que precisava tomar uma atitude. Quando recebi de volta o correio elegante com o número dela, nem acreditei! Daí em diante, tudo foi mágico. Só acordei daquele sonho quando ela me contou que ainda namorava com outro cara. Senti como se tudo fosse desmoronar. Nunca imaginei que ela ia trocar um relacionamento de seis anos por um cara que tinha acabado de entrar na sua vida. Me enganei: a Renata disse que queria ficar comigo! Foi só o início de um relacionamento que dura até hoje. Como eu nunca tinha namorado sério antes, costumo dizer que ela foi minha primeira namorada, primeira noiva e vai ser minha primeira esposa. E vamos poder dizer que casamos duas vezes!” - JEAN MARCEL GUIMARÃES, 25 anos, empresário, São Paulo, SP


23/07/2015 - 09:00

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