Engravidei virgem e ele duvidou que fosse o pai

Quando provei a paternidade, ficamos juntos. Na primeira transa, engravidei de novo!

Reportagem: Helena Dias (com colaboração de Carolina Almeida)

Quando provei a paternidade, ficamos juntos. Na primeira transa, engravidei de novo | <i>Crédito: Arquivo pessoal
Quando provei a paternidade, ficamos juntos. Na primeira transa, engravidei de novo | Crédito: Arquivo pessoal

Fazia três meses que eu não menstruava e tinha enjoos frequentes. Minha barriga estava arredondada e meus seios maiores. Parecia gravidez! Comprei o teste na farmácia. Quando vi os dois risquinhos, comecei a chorar de desespero. Como eu podia estar grávida se era virgem?

"Esse filho não é meu"

Fiquei com o pai da minha filha, o Gilson, por seis meses. Estava apaixonada, mas ele não queria nada sério. Nós dois éramos religiosos e pretendíamos casar virgens. Um dia ficamos sozinhos na casa dele e o clima esquentou. Não chegamos a transar, porque eu não quis perder a virgindade, mas Gilson gozou nas minhas coxas. Depois desse dia, terminamos e ficamos sem nos falar por três meses. Até que descobri a gravidez. Assim que soube da gestação, marquei uma conversa com ele. Gilson não acreditou. “Esse filho não pode ser meu, não fizemos nada”, jogou na minha cara.

Era apontada na rua

Os seis meses seguintes foram os piores da minha vida. Meu pai me xingava e o pai da minha filha não queria falar comigo. Por onde passasse no bairro, as pessoas apontavam para mim. Meu sonho de ter uma família com marido e filhos estava acabado. Como seria a vida de uma mãe solteira? Quando pensava nisso, chorava! Ainda bem que minhas amigas e minha mãe ficaram do meu lado.

O DNA deu positivo

Em janeiro de 2005, Fabrizia nasceu. Finalmente eu ia provar que não era mentirosa! Fizemos o exame de DNA e o resultado saiu um mês depois. Peguei e fui direto para a casa do Gilson. A família dele estava toda reunida para saber o resultado. Abri o envelope tranquilamente. Li em voz alta: “Paternidade confirmada”. Como poderia ser diferente? O mais perto de ter uma relação sexual tinha sido naquele dia com ele. Gilson ficou surpreso, mas assumiu a paternidade. Passou a pagar pensão e a me ajudar com a Fabrizia. A menina ficava com o pai durante o dia e eu a pegava à noite, quando ele ia trabalhar. Passamos um ano assim, até que ele quis conversar. Pediu desculpas, explicou o que havia pensado e passamos tudo a limpo. Confesso que sonhava com o dia em que ele me pediria desculpas.

Não consegui casar virgem

Ainda namoramos por dois anos. Planejamos casar em setembro de 2007 e manter a virgindade até lá. Mas em julho acabamos transando de verdade pela primeira vez. E o que aconteceu? Engravidei de novo! Casei grávida. Lucas nasceu em fevereiro de 2008 e hoje somos uma família feliz. Não guardei nenhuma mágoa do meu marido. Ele é o melhor pai que meus filhos poderiam ter!

Andressa Carolina Adão de Castro, 29 anos, dona de casa, Hortolândia, SP

DA REDAÇÃO

“Achei que aquilo não engravidava” 

Como eu podia acreditar na Andressa? Jurava que o que a gente tinha feito não engravidava! Para mim, ela queria me segurar. Achei que nem grávida ela estava, até a barriga aparecer. Daí, pensei que fosse filho de outro. Mas Andressa foi firme o tempo todo, afirmando que eu era o pai. Então, pesquisei e vi que aquele filho podia mesmo ser meu. Mas só tive certeza quando o resultado do exame saiu. Aí, assumi meu papel de pai e passei a amar minha filha com toda a força. Isso me reaproximou da mãe dela. Apesar de ter sido tudo fora do comum, somos uma família feliz!

Gilson Lene de Castro, 35 anos, aferidor de máquinas, Hortolândia, SP

Fique por dentro das histórias mais impressionantes do dia. Curta nossa página no Facebook clicando aqui!

01/05/2017 - 10:00

Conecte-se

Revista Sou mais Eu