Encontrei meu homem de Deus num site da internet

Me cadastrei num site de namoro cristão e dois dias depois o Clayton apareceu!

Reportagem: Ricardo Régener (com colaboração de Luiza Schiff)

Conheci o amor da minha vida na internet! | <i>Crédito: Redação Sou mais Eu
Conheci o amor da minha vida na internet! | Crédito: Redação Sou mais Eu
Aos 21 anos, eu nunca havia namorado. Estava à procura de alguém, mas nenhum dos rapazes da minha igreja tinha o perfil que me interessava. Sempre fui seletiva. Para se relacionar comigo, não bastava se declarar evangélico: o homem dos meus sonhos precisava ter fé sincera em Deus e ser comprometido com as obras da igreja, além de ter ensino superior e bom nível cultural. Como sou pós-graduada em pedagogia e líder de jovens na minha igreja, seria difícil me relacionar com alguém com pouco estudo e que não quisesse me ajudar na congregação. Quando me dei conta de que não ia achar o companheiro ideal no meu círculo social, decidi apelar para a internet: me cadastrei em um site de namoro evangélico e... Glória a Deus! Encontrei o amor da minha vida! 

Foram seis anos na solidão e três meses de conversa no MSN 
Antes de me tornar evangélica, fiquei com alguns meninos, mas nada sério. Quando me converti, aos 15 anos, decidi que queria alguém que tivesse a mesma crença e disposição para um compromisso sério. Como não surgia ninguém assim, segui a vida sem namorado. 
Foram seis anos de solidão, até que em 2007 conversei com duas amigas que encontraram marido por meio de um site de relacionamentos evangélicos. Elas me aconselharam a criar um perfil. Fiquei um pouco desconfiada, mas me cadastrei para ver no que dava. Coloquei uma foto, informações sobre meus gostos pessoais e sobre o tipo de homem evangélico que eu procurava. Não paguei nada por isso, mas minha conta tinha acesso restrito. Dois dias depois, recebi uma mensagem do Clayton no Orkut: ele tinha visto meu perfil no site de namoro e estava interessado em conversar comigo. Vi as fotos dele e descartei na hora: ele parecia ter 15 anos! "O que esse pivete quer comigo?", pensei. 
Mas o Clayton insistiu e, para não ser antipática, aceitei conversar com ele no MSN. Logo nos primeiros papos, descobri que ele era bem mais velho do que aparentava. Estava terminando a faculdade de direito e cantava numa igreja evangélica da minha cidade. 
Foram três meses de longos papos pelo MSN. Fiquei confusa nesse tempo: não tinha certeza se estava gostando dele e tinha medo de iludi-lo. Cheguei a mandar um e-mail terminando tudo. O Clayton foi sincero: disse que gostava muito de mim e queria que fôssemos amigos. Foi com essa declaração que ele ganhou meu coração. Por insistir tanto, ele queria algo sério! 

Oramos muito antes de começar o namoro 
Nosso primeiro encontro aconteceu na igreja evangélica Bola de Neve, em um culto de jovens. Foi rápido. Fiquei muito tímida na hora. Daí em diante, passamos a sair para comer no shopping, tomar água de coco na praia, caminhar juntos... Apenas como amigos. Não tinha beijo nem abraço. Mas havia a intenção de engatarmos um namoro. 
Assim como eu, o Clayton gosta de pedir direção a Deus para tudo na vida dele. Oramos juntos por um mês e decidimos conversar com o meu pastor: ele pareceu gostar da ideia do namoro, mas disse que deveríamos orar por mais dois meses para termos certeza que aquela era a vontade de Deus. Obedecemos e mantivemos só a amizade, íamos à igreja juntos e pedíamos, em oração, que Deus nos orientasse. Depois desse tempo, marcamos outra reunião: o pastor se certificou que nossos pais aprovavam nosso relacionamento e abençoou o namoro. 

Passamos a lua de mel no Caribe! Chique, né? 
Desde então, foram três anos de um lindo romance. Optamos por manter o namoro sem sexo, como a Bíblia ensina. E o namoro nos deu a certeza de que era a vontade de Deus que subíssemos ao altar e jurássemos fidelidade um ao outro pelo resto da vida. Nossa cerimônia de casamento ao ar livre foi linda. E passamos a lua de mel no Caribe! Chique, né? Engravidei no ano passado e a nossa Bianca nasceu em março. É a coisa mais linda! 
Me sinto vitoriosa por ter encontrado um homem com a mesma visão que eu. Recomendo os sites de namoro evangélico. Como em todos os ambientes virtuais, é importante ter cautela, conversar muito antes do primeiro encontro, procurar referências sobre a pessoa e desconfiar de contradições. Os sites funcionam, basta ter cuidado e coração aberto para receber o que Deus quer para você. 

Júlia Menezes, 31 anos, professora, Santos, SP 


Da redação 
Como funciona a paquera cristã virtual 

Sites de namoro religioso funcionam de forma parecida com os tradicionais sites de paquera: é preciso criar um perfil e completá-lo com fotos e informações sobre interesses pessoais. Depois, é só sair à procura do príncipe encantado. É possível fazer buscas filtrando resultados por idade, altura, peso, escolaridade, igreja, nível de comprometimento com a fé e frequência à igreja, entre outras opções. O cadastro é gratuito, mas as funções são limitadas enquanto não há pagamento: é possível visualizar fotos, perfil e mandar mensagens padronizadas, sem revelar seu nome real, e-mail, telefone ou outro contato. A ideia das empresas que administram esses sites é despertar interesse pela assinatura de um plano pago, que permite troca livre de mensagens, conversas por videochat e acesso a informações de contato da pessoa. Se você está interessada apenas em ser procurada, um plano grátis pode ser adequado. Agora, se quer procurar um rapaz, a dica para que a brincadeira não saia cara é pesquisar muito os perfis que interessam nos planos gratuitos para, só depois disso, pagar por uma assinatura mínima para bater papo com os pretendidos. 



"Vi a Júlia no site de namoro e depois a procurei no Orkut" 

"Meu coração bateu mais forte assim que eu vi a foto da Júlia no site. Entrei no perfil e li que ela era muito envolvida na igreja e formada em pedagogia. Vi doçura nos olhos dela. Foi amor à primeira foto! O único problema é que, para conseguir os contatos dela, eu precisava fazer a assinatura do site. Consegui contornar isso: procurei no Orkut todas as Júlias evangélicas que moravam em Santos e tinham estudado pedagogia. Depois de dois dias de procura, encontrei a Júlia no Orkut sem gastar um centavo. Nossa relação se fortaleceu aos poucos. É muito bom construir um lar cristão ao lado de alguém que crê como você." 

Clayton França, 30 anos, advogado, Santos, SP 
 

04/07/2017 - 17:02

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